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Andrew Cuomo
Andrew Cuomo || Créditos: Reprodução
Andrew Cuomo
Andrew Cuomo || Créditos: Reprodução

Caso típico de grande político dos Estados Unidos que foi do céu ao inferno porém em tempo recorde – menos de um ano, e apenas por conta de trapalhadas pessoais – Andrew Cuomo, o polêmico governador de Nova York, agora corre o risco de perder o cargo que conquistou em 2011 por algo que nada tem a ver com as sérias acusações de assédio sexual feitas contra ele meses atrás.

Muito elogiado no começo da pandemia por conta de sua postura de enfrentamento ao novo coronavírus na época, Cuomo caiu um desgraça em fevereiro depois que algumas de suas ex-assessoras o descreveram como um típico “caçador de mulheres” no ambiente de trabalho.

Uma delas foi mais adiante e até relatou para as autoridades de Nova York que Cuomo teria ocultado alguns números da crise sanitária para reduzir as estatísticas sobre as mortes por Covid-19 em asilos geriátricos da Big Apple, em um caso que já está sendo analisado pela justiça de lá.

Mas seu problema maior está em sua autobiografia lançada em outubro, “American Crisis: Leadership Lessons from the COVID-19 Pandemic” (“Crise Americana: Lições de Liderança da Pandemia de COVID-19”, em tradução livre), que teria sido escrita com a ajuda de funcionários de seu governo.

O suposto crime de responsabilidade ligado à obra claramente autopromocional da parte de Cuomo, um democrata que já foi apontado como candidato em potencial à presidência dos EUA, já está gerando discussões sobre seu possível e cada vez mais provável processo de impeachment.

Caso siga adiante, o pedido de impedimento do governador americano eleito em 2020 o solteirão mais cobiçado dos EUA, e isso aos 62 anos, tem tudo para sacramentar o fim da carreira dele. Ainda bem sua aposentadoria está garantida, graças aos US$ 4 milhões (R$ 22,6 milhões) que lhe foram pagos a título de adiantamento pelo livro. (Por Anderson Antunes)

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