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Fernanda Feitosa
Foto: Divulgação

Fernanda Feitosa, idealizadora da SP-Arte, maior feira de arte e design da América Latina e responsável por inserir o Brasil no circuito artístico internacional, conversou com a revista PODER online sobre a segunda edição da SP-Arte Rotas Brasileiras, que começa nesta quarta-feira (30) e vai até próximo domingo, 3 de setembro, em São Paulo.

Quais são os destaques deste ano?
São vários. Um deles é o aumento de representantes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nesta segunda edição contamos com a participação de galerias de oito estados brasileiros e 40% dos artistas são não brancos. Ou seja, estamos atentos à questão da diversidade, que é crucial no mundo contemporâneo.

Em relação ao ano passado, conseguimos engajar mais galerias e elas calibraram a curadoria de seus projetos para fazer um mergulho nas obras dos artistas escolhidos, bem como no movimento artístico que representam.

A SP-Arte Rotas Brasileiras vem se consolidando como um evento único, que resgata grandes nomes e abre espaço para novos talentos, refletindo as muitas culturas que formam o país. É uma oportunidade de ver trabalhos e artistas inéditos e pouco conhecidos do público.

O que vocês esperam em termos de público e de volume de negócios?
Ano passado, foram movimentados de 100 a 150 milhões de reais, números que devem se repetir, ou mesmo aumentar. Em termos de público, 25 mil pessoas passaram pelo evento em 2022 – ou seja, não estamos esperando menos do que isso.

Que lugar o Brasil ocupa atualmente no mercado global de arte?
Temos uma produção artística de altíssima qualidade – e isso não vem de hoje. Ainda há um longo caminho a percorrer para ganharmos mais relevância, é verdade, mas estamos avançando. Se eu pensar, por exemplo, na época da primeira SP-Arte, em 2005, progredimos muito.

Não dá para esquecer que, depois de Veneza, a nossa Bienal é a mais antiga do mundo, e que o curador da próxima mostra da cidade italiana vai ser um brasileiro [Adriano Pedrosa, diretor do Museu de Arte de São Paulo, MASP]. É um feito e tanto, já que Pedrosa é o primeiro curador do Hemisfério Sul na história dessa Bienal.

 

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