Valesca lança “Fada Madrinha” || Créditos: Arthur Moric

Valesca Popozuda lança ‘Fada Madrinha’ e transforma proibidão em conto de fadas: “Ninguém quer assumir que gosta”

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Valesca lança “Fada Madrinha” || Créditos: Arthur Moric

Tabuleiros de xadrez, anões, princesas… Como num passe de mágica, Valesca Popozuda volta com tudo em um mundo encantado com altas doses de ousadia. Ela lança nessa sexta sua nova música “Fada Madrinha” no melhor estilo proibidão, daquelas que promete escandalizar alguns e botar outros para dançar até o chão. Junto com o single, tem o clipe, em clima de conto de fadas. Valesca entregou um pouco mais sobre o novo trabalho e ligou o modo sincerona deixando claro que não vai abandonar seu estilo sensual e as letras picantes. “Existe um preconceito com o proibidão porque ninguém quer assumir que gosta”.

Glamurama: Conta pra gente a inspiração para “Fada Madrinha”.
Valesca: Foi um presente de uma amiga minha, a Priscila. Me identifiquei muito com a música, o duplo sentido que tem tudo a ver comigo sabe? A letra e o clipe são divertidos e, além de tudo a musica é alegre, pra cima né?

Glamurama: O clipe se passa em um universo mágico que na verdade não tem a ver com a letra, que é pesadona. Como você acha que o público vai reagir?
Valesca: O público vai amar! O legal é isso, ver a história contada de uma forma que tenha a ver com a música de alguma forma.

Glamurama: Como surgiu a ideia de fazer esse contraponto entre o conto de fadas e o funk pesadão?
Valesca: Quando recebi a música, já pensava em um clipe bem lúdico, animado, pra cima, colorido. Aí eu conversei com o diretor, o Arthur (Moric), que apresentou uma ideia parecida com a minha. Aí deu no que deu.

Glamurama: Você curte mais estúdio ou se apresentar ao vivo?
Valesca: Eu amo os dois! No vídeo você fica aguardando a reação das pessoas e ao vivo você sente na hora a energia do público e se arrepia. São sensações diferentes.

Glamurama: Por conta das letras ousadas tem algum tipo de problema com o público? O pessoal costuma passar dos limites?
Valesca: Não, o público sempre me respeita. Deixo pegar na perna, até quando pedem um beijo no bumbum eu deixo (risos)… mas tudo com muito respeito. Quando eu vejo que vai passar dos limites, corto logo. Meu público sabe que sou brincalhona e gosto dessa troca, tanto que eu só vivo no meio deles. É muito raro não me respeitarem, tudo é com muito amor.

Glamurama: E afinal, quem é seu público?
Valesca: Meu público vai de A a Z, é um misto de LGBT, o que curte a Gaiola (das Popozudas), de quem passou a conhecer a Valesca a partir de “Beijinho no Ombro’… O legal é que sempre se renova e eu amo isso!

Glamurama: Você deve receber muitas cantadas, né? Que tipo de cantada dá certo com você?
Valesca: Acho que ja não existe esse negócio de cantada, até porque elas estão ultrapassadas. A troca de olhar combina comigo, essa me pega!

Glamurama: Está casada ou solteira?
Valesca: Estou solteiríssima! Na verdade, hoje em dia digo que estou namorando com meu trabalho e comigo mesma.

Glamurama: Muitos cantores de funk afirmam que o gênero, especialmente o proibidão, ainda é muito desvalorizado, você concorda? Por quê?
Valesca: Concordo. Existe um preconceito com o ritmo porque ninguem quer assumir que adora as letras. Preferem dizer que o proibidão é vulgar.

Glamurama: Porque você voltou para o proibidão?
Valesca: Lancei no início do ano o EP ‘Valesca de Volta pra Gaiola’ porque quando recebi as musicas lembrei muito da época da Gaiola das Popozudas, quando cantava meus proibidões. Estava comemorando meus 17 anos de carreira e decidi dar um presente para meu público e pra mim mesma. Foi só sucesso!

Glamurama: Como você lida com críticas?
Valesca: Não ligo para as críticas. Se forem construtivas procuro sempre melhorar, senão não quero nem saber, deixo passar batido.

Glamurama: Quais cantoras te inspiram?
Valesca: Tem muitas, mas a Ivete (Sangalo) é um ícone, sou apaixonada por ela.

Glamurama: O que gosta de escutar no dia a dia?
Valesca: Escuto de tudo, sertanejo, pagode… sou muito eclética.

Glamurama: Sente falta de subir nos palcos com a ‘Gaiola das Popozudas’? O que mudou com a carreira solo?
Valesca: Não sinto falta mas sou muito grata à ‘Gaiola’. Na carreira solo mudam sim algumas coisas… hoje tenho balé com coreografia, já na ‘Gaiola’ as danças eram mais soltas. Mas o ritmo é o mesmo, só pancadão!

Glamurama: Vem mais música nova por aí? Podemos esperar mais ousadia pela frente?
Valesca: Vem muitas novidades por aí, aguardem… (por Luzara Pinho)

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Play pra conferir o clipe de “Fada Madrinha”:

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