Segunda-feira foi dia de papo divertido – e profundo – sobre música, pandemia e muito mais com DJ Zé Pedro

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A música foi protagonista nessa quarentena e nesta segunda-feira Joyce Pascowitch recebeu o  DJ Zé Pedro para falar sobre isso – e muito mais – no @Glamurama. DJ e produtor musical, Zé lançou o #KaraokêdaVéia em seu Instagram, abrindo espaço para seus seguidores cantarem ao vivo.

Ele avalia como a música pode ter sido ferramenta ‘salvadora’ na pandemia: “Mais impressionante do que a música ter salvo as pessoas, o ‘pop do ano’ naufragou e as pessoas começaram a redescobrir a música importante. Nesse momento que inventei o ‘Karaokê da Véia’, achei que as pessoas iam querer cantar só as músicas do verão e me impressionei, tive uma aula”, conta Zé, que ainda falou da função da música em sua vida: “Se você se dedicar a ela, traz mais do que uma melodia bonita, traz conteúdo. Não faço nada sem música.” E quem é o poeta da MPB para o DJ? “Antônio Cícero. Sempre moderno, não é pretensioso, faz uma poesia coloquial”.

Sobre sua rotina na quarentena, disparou: “Parece que estou em um jogo da velha. Quando saio na rua para caminhar vejo muita gente sem máscara e fico pulando de rua em rua para não dar de cara com essas pessoas que correm, andam de bicicleta, tudo sem máscara. A coisa mais difícil pra mim foi passar um aniversário nessa solidão, isso foi muito doido. Mesmo assim, me senti muito abraçado, foi muito emocionante”.

Ele entregou também que a música brasileira é a que faz seu coração bater mais forte: “Fui uma criança MPB. Quando fui trabalhar como DJ tive que mergulhar no assunto gringo e tive ótimos padrinhos. A música aqui de casa, que me emociona, é a brasileira. Nas prateleiras, ela toma conta de uma parede e a de gringo tem um cantinho”, revela o DJ, que falou sobre como vê a valorização dos artistas: “Um exemplo é a Vanusa. Agora que ela morreu, nunca vi tanto fã. Quando você envelhece, vira um clássico no Brasil. Isso me angustia. Tem espaço para todo mundo, mas pouca gente se dá bem. São uns cinco que são escolhidos para ficar repetindo, mesmo com  essa imensidão de gente”.

Para finalizar, Zé avisa que não pretende mudar de profissão: “Vou lutar para ser DJ até o fim. Tenho um destino de artista plural, mas gosto do meu ofício. Acho que gente de pequeno e médio porte que se esconder embaixo da cama não vai conseguir voltar. É melhor seguir em frente, continuar sendo criativo”.

Confira abaixo o papo divertidíssimo na íntegra:

 

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Um banho de sabedoria, de música, de alto astral

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