Joseph Safra || Créditos: André Ligeiro / Glamurama

Morto aos 82 anos, Joseph Safra era obcecado por segurança e se arrependeu de construir casa de 11 mil m² em SP

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Joseph Safra || Créditos: André Ligeiro / Glamurama

O homem mais rico do Brasil morreu na manhã dessa quinta-feira, de causas naturais e na propriedade gigantesca onde morava no bairro do Morumbi, em São Paulo. Joseph Safra, que também era considerado o banqueiro mais rico do mundo, tinha 82 anos e uma fortuna estimada em US$ 23,2 bilhões (R$ 118,6 bilhões) que agora será dividida entre a viúva dele, Vicky Safra, e os quatro filhos do casal. Uma boa parte também deverá ser destinada para a caridade.

Descendente de um clã de banqueiros cuja origem data de séculos atrás, Joseph nasceu em Beirute, no Líbano, mas vivia no Brasil desde 1952. Um pouco antes de sua chegada no país, ele dividiu com os irmãos Edmond e Moise Safra o império bancário fundado pelo pai deles, Jacob Safra – Edmond ficaria com as operações internacionais, enquanto Joseph e Moise assumiram o braço brasileiro do negócio.

Com a morte de Edmond, em 1999, e a de Moise, em 2014, Joseph (que preferia ser chamado de José) acabou se tornando o único representante vivo da “velha guarda” dos Safras. Além do Banco Safra, o “seu Zé”, como os mais próximos o tratavam, também era dono do banco suíço J. Safra Sarasin e de 50% da Chiquita Brands International, a maior fabricante de bananas do mundo, que comprou em 2014 em sociedade com o também bilionário brasileiro José Cutrale, além do icônico edifício The Gherkin de Londres.

Assim como todos os Safras, Joseph era obcecado por segurança, e mantinha entre sua equipe de guardas-costas ex-agentes do Mossad, o serviço secreto de Israel. Sua mansão no Morumbi, que tem mais de 11 mil metros quadrados, é uma verdadeira fortaleza, apesar de que depois de construí-la o banqueiro teria confessado a amigos que preferia ter erguido algo mais discreto que “não destoasse tanto da paisagem local”.

Joseph, que ajudou a construir o Hospital Albert Einstein e apoiava várias outras causas sociais, estava com a saúde debilitada há tempos, mas sobre isso sabe-se muito pouco. Discretíssimos, os Safras pertencem àquele pequeno grupo de pessoas muito ricas que preferem viver sob o manto do ostracismo. Seu enterro será nessa quinta-feira, no cemitério do Butantã, e aberto apenas para os familiares e amigos mais chegados. (Por Anderson Antunes)

Vista aérea da mansão de Joseph no Morumbi, em São Paulo
Vista aérea da mansão de Joseph no Morumbi, em São Paulo || Créditos: Reprodução
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