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Bela usa vestido Triya e braceletes de galuchat com ônix Casa Castro ||Créditos: Créditos: Verena Smit/Revista J.P

Por Julia Reina para a revista J.P de fevereiro

Ela cresceu entre tecidos e croquis na confecção da mãe, mas, antes de enveredar para o ramo da moda, Isabela Frugiuele investiu nas artes plásticas e na ilustração. Hoje esse mix é o carro-chefe de suas marcas e de seu estilo de vida

Nascida em uma família mezzo artística, mezzo empreendedora, Bela Frugiuele desenvolveu o tino para os negócios sempre se preocupando com a estética e a sensibilidade – dois nortes que a guiam tanto no trabalho quanto na hora de se vestir. Diretora de estilo das marcas de beachwear Triya e Isla, que tem em sociedade com as amigas de infância Carla Franco e Maria Isabel Fioravanti, a paulistana de 33 anos confessa que chegou a pensar em seguir os passos da avó, a artista plástica Bel Frugiele – tanto que é formada em artes plásticas pela Faap. No entanto, suas ilustrações – um mix de estampas gráficas com florais e animais – acabaram tomando o rumo da moda, e do mar. Aliás, seus desenhos foram fator determinante na decisão de investir na moda praia: “Achava que os prints eram ousados demais para roupas do dia a dia. Na praia as pessoas são mais soltas, então preferi criar biquínis e maiôs”, conta.

Quanto a seu estilo, Bela preza pela simplicidade, misturando peças básicas, como jeans e camiseta, aos poucos acessórios que tem e a itens desenhados por ela. Um tipo de beachwear urbano. Prefere também looks funcionais: “De manhã, gosto de sair usando uma saia lápis preta ou um jeans com top cropped e tênis. À noite, se tenho algum compromisso, troco o sapato por um salto e pronto”. Seus preferidos, aliás, são da Charlotte Olympia. A moça também não abre mão da bolsa Trio, da Céline, companheira de festas, shows e viagens. “Tenho o mesmo modelo em três cores e quero comprar mais um. Não invisto tanto em peças caras, mas quando gosto, não tem jeito”, diz ela, que se considera comedida na hora de fazer compras, mas adora marcas como Alexander Wang, Chloé e Givenchy.

O cabelo sempre solto não esconde seu jeito jovem. Peças justas ou tops curtinhos, além de tênis e bonés, completam esse espírito. Se precisa dar um ar discreto às produções, usa sobreposições com capas, sua nova mania, ou lenços. E Bela diz que pretende descomplicar – mais – o seu closet. “Tenho feito várias limpezas no armário, não gosto de acumular, acabo não usando muitas coisas. Prefiro ver tudo o que tenho.” Só não saem de lá as peças que herdou da avó e outras de sua adolescência, que guarda para a filha, Mia, de 2 anos, usar no futuro. “Tenho roupas que com certeza ela vai adorar quando estiver mais velha”, acredita. Nós concordamos.

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