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Inspirada na dança, Claudia Melli leva instalação de 26 metros a SP

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Instalação tem 26 metros e ocupa toda a extensão da galeria Eduardo Fernandes || Crédito: Divulgação

Mesmo antes de terminar “Lugares onde nunca estive”, em cartaz no MAM do Rio até este domingo, Claudia Melli já prepara uma nova exposição, mas desta vez em sua cidade natal. A artista plástica, que é casada com o príncipe João de Orleans e Bragança, vai expor uma instalação inédita gigante inspirada nos movimentos de Pina Baush na galeria Eduardo Fernandes, na Vila Madalena, em São Paulo, a partir do próximo dia 22.

Com o nome “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”, frase escrita por Nietzsche, ela vai exibir uma instalação de 26 metros composta por 37 peças de tamanhos variados, formando uma espécie de ciranda e ocupando toda a extensão da galeria.

“Pensei em mostrar uma maneira da gente se colocar no mundo, mais conectado com as coisas que realmente são importantes. Por isso a dança. Ela é muito libertaria, acho que é quase um transe. A gente se conecta muito com a gente mesmo. Dançar pode ser um ato sublime”, disse Claudia em conversa ao Glamurama.

Segundo ela, o corpo é a ainda forma mais verdadeira de comunicação: “Pode-se mentir com as palavras, mas não com o corpo, com os movimentos das mãos, como a gente se mexe”.

A artista usa nas peças a mesma técnica dos últimos trabalhos, nanquim sobre vidro, e explora limites entre o desenho e a pintura, que remetem a fotografias. Melli usa lâminas de vidro onde encontrou seu suporte ideal. 

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Claudia nasceu em São Paulo, onde morou até os 14 anos. Foi para o Rio de Janeiro em 1980, onde construiu sua formação artística. Começou a se interessar por pintura no final dos anos 90 e passou a frequentar aulas no Parque Lage, de pintura, desenho, gravura, teoria e arte digital, entre outros. Já participou de exposições individuais no Rio, São Paulo e em Basel, na Suiça, e recebeu em 2012 o II Prêmio Itamaraty de Arte Contemporânea.

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