Dia da Amazônia: o que ler, ver e visitar para compreender a importância do maior bioma do mundo

0 Compartilhamentos
0
0
0
0
0
Amazônia | Crédito: Pixabay

Para celebrar e conscientizar as pessoas sobre o maior bioma do mundo, o Dia da Amazônia é celebrado neste domingo. Um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade, sendo a maior reserva natural do planeta, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta. Além de ser o habitat de inúmeras espécies animais, vegetais e arbóreas, e como fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais, a floresta é responsável por cerca de 70% da energia elétrica gerada no Brasil. É na Amazônia que estão planejadas grande parte dos projetos de hidrelétricas como Belo Monte, Jirau e Teles Pires.

No entanto, um estudo internacional publicado na revista científica “Nature”, com a participação de cientistas brasileiros, revela que os incêndios que atingiram a Amazônia desde 2001 podem ter afetado 95,5% das espécies de plantas e animais vertebrados conhecidas em todo o bioma. Para ajudar nesta luta coletiva, Glamurama selecionou algumas dicas para ajudar na preservação da maior floresta do mundo:

  • Reduza o consumo de papel e madeira: A ideia é diminuir itens descartáveis (como guardanapos, papéis, pratos e canudos), digitalizar documentos e fazer a reciclagem de produtos usados. Ao comprar móveis e itens de construção, prefira empresas que trabalham apenas com madeira de reflorestamento. Outra dica é apoiar marcas em geral que produzem de forma sustentável.
  • Reduza o consumo de carne vermelha: O consumo de carne reduzirá a demanda por ela, desta forma, acabando com os incentivos para derrubar mais florestas destinadas à criação de gado. De acordo com uma série de relatórios publicados pelo Greenpeace, a pecuária faz parte dos principais fatores de devastação ilegal na Amazônia, ocupando 80% das áreas desmatadas.
  • Rede de apoio: Contribuir com doações de bens e tempo em instituições a favor da preservação, assinar e divulgar petições com foco em políticas públicas, participar de ativações, mobilizações e campanhas, cobrar posicionamento de marcas e pessoas com relevância para a causa.
  • Cuidar da terra: Apoiar a resistência dos povos indígenas e firmar projetos de agrofloresta e outros de impacto socioambiental positivo.

Além de entretenimento, a arte pode servir de conscientização. Então, confira três dicas culturais que ressaltam a importância da data:

Série – “Aruanas”: A produção dos Estúdios Globo, lançada exclusivamente pelo serviço de streaming Globoplay, conta a histórias de três ativistas de uma ONG em defesa do meio ambiente, vividas por Débora Falabella, Leandra Leal e Tais Araújo.

Livro – “Amazônia” (editora Taschen), por Sebastião Salgado: Dedicado aos povos indígenas da região amazônica do Brasil, o livro fotográfico é uma celebração da sobrevivência de suas culturas, costumes e línguas. É também uma homenagem ao seu papel como guardiães da beleza, dos recursos naturais e da biodiversidade.

Exposição – “Devolvo Ouro”, por Gabriel Chaim, na Zipper Galeria: A exposição reúne fotografias produzidas pelo artista na Terra Indígena Yanomami, na fronteira entre os estados de Roraima e Amazonas, regiões de Surucucu e Palimiu. Chaim acompanhou durante dois meses a ação do Exército e da Polícia Federal contra o garimpo ilegal naquele lugar. Lá, as condições geológicas justificam a presença do ouro. Já o garimpo ilegal e os sistemáticos ataques aos povos Yanomami são justificados por omissões políticas, em curso há décadas.

Filme – “A Última Floresta”, do diretor Luiz Bolognesi e roteirizado pelo líder indígena Davi Kopenawa Yanomami: A obra retrata o cotidiano de um grupo Yanomami isolado, que vive em um território ao norte do Brasil e ao sul da Venezuela há mais de mil anos. O xamã Davi Kopenawa Yanomami busca proteger as tradições de sua comunidade e as conta para o homem branco que, segundo ele, nunca viu, nem ouviu o seu povo. O filme será reexibido no dia 30, na plataforma de streaming Itaú Cultural Play. 

Você também pode gostar
Solidão Pandemia

Depois da tempestade

O restaurante que eu frequentava antes da pandemia reabriu. Esteve fechado por meses, e eu o tinha como…