Marieta Severo, Ernesto Neto, Frances Reynolds e

ArtRio: Ernesto Neto medidando, colecionadores, galeristas, glamurettes e a vista que você respeita!

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Marieta Severo, Ernesto Neto, Frances Reynolds e Yola Noujaim || Créditos: Juliana Rezende

Foi nessa quarta-feira a abertura para convidados da ArtRio – e quem roubou a cena foi Ernesto Neto, meditando sob sol tipo “quase dezembro”, tão quente, mas tão quente que os sorvetes das carrocinhas que circulavam pela Marina da Gloria estavam derretendo no freezer. O artista armou barraca ao ar livre para a performance “Estrela Terra Vibra Nois. Todos Somos Nós”, uma “esculturacura” de 2018 feita em crochê com algodão, bambu, areia, quartzo, juta, folhas secas e folhas de louro.

A gente o viu de olhos abertos e tentou uma aproximação para um papo, mas logo depois da espiadinha ele fechou de novo. Pensamos: meu Deus, como ele está aguentando esse calor? “É que ele já está muito elevado e não sente mais”, deduziu a colecionadora Mara Fainziliber.

Mara, sempre uma das mais chiques do circuito artsy, estava acompanhada do marido, Marcio Fanziliber, de Francis Reynolds [ex-Marinho, grande patrocinadora de atividades de estímulo à arte] e da amiga Yola Noujaim. O quarteto de peso chegou cedo e almoçou por lá mesmo um sanduíche no guardanapo. Carioquices… A vista de cartão postal da baía de Guanabara, com direito a Corcovado e Pão de Açúcar também estava no pacote.

Tela de Di Cavalcanti, Nathalia Medeiros, Fabiola Cabral e Vanda Klabin || Créditos: Juliana Rezende

O que chamou a atenção de Mara? “A Lucia Laguna deu uma evoluída na arte dela incrível, está com um trabalho maravilhoso na Fortes Vilaça. A ArtRio continua muito relevante. Essa feira, como é pequenininha, as pessoas podem visitar com calma, conversar com os galeristas… É muito importante essa troca. Nas feiras grandes não tem isso. E estou achando as obras melhores do que as do ano passado”, contou. Ela, ao lado da também colecionadora Genny Nissenbaum, é responsável pela curadoria do espaço Solo, dentro do evento. “Focamos só em artistas mulheres”.

Frances também deu sua opinão. “A feira está muito bem organizada, dou parabéns para a Brenda e para o Calainho, que estão apoiando muito o Rio de Janeiro na parte cultural. Todos nós temos que vir e trazer pessoas de fora para apoiar essa iniciativa. Esse formato é muito mais gostoso, interessante, intimista. As pessoas nesse mundo de tecnologia não falam com os outros… Aqui é um centro de encontros e debates, e com essa vista privilegiada. Comercialmente também está muito atrativo. Muitas obras boas já foram vendidas”.

Vanda Klabin é outra entusiasmada. “Apesar de estarmos vivendo um momento transitório, que inclui a alta do dólar e do euro, a crise na área econômica não atingiu a ArtRio 2018, que está na sua oitava edição com uma excelente representação de arte moderna e contemporânea e trouxe muitas revelações. E que local privilegiado! Nosso olhar, que parece ter tudo consumido, ainda é capaz de ser surpreendido por essa extrema beleza natural. A feira é sempre um termômetro de avaliação do mercado de arte e não senti retração das vendas. Talvez algumas obras que envolvem maiores dígitos solicitem um tempo decisório mais lento. O cenário da arte brasileira está pulsante, o colecionismo e as novas aquisições prevalecem e isso podemos observar nas diversas plataformas de apresentação na Marina da Glória”.

Encontramos alguns artistas por lá. Além de Ernesto, esbarramos com Carlito Carvalhosa e Iole de Freitas, com seus estudos de sombra e luz em esculturas em aço pintadas de branco. “Estou achando esse ano ótimo, excelente. Fiquei muito contente de ser convidada para o Solo e ter esse encontro com as pessoas que passam. Esse espaço foi um presente porque é generoso, imenso”, nos disse Iole.

Nos corredores, além das figuras conhecidas do universo da arte, como Vanda Klabin e Vanvan Seiler, Marieta Severo e uma turma de glamurettes: Fabiola Cabral, Nathalia Medeiros, Manoela Pinto, Cris Pinheiro Guimarães, Luli Marcondes Ferraz, Alexia Wenk. Entre as obras mais instagramadas, as plaquinhas de Ivan Grilo [“cuidar da terra”; “cuidar das pessoas”; “compartilhar excedentes”] e uma tela imensa de Di Cavalcanti, considerada – já que a galeria não divulga valores – uma das peças mais caras do evento.

Vem dar um giro por esse primeiro dia de ArtRio aqui embaixo, na nossa galeria de fotos!

 

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