Alexandre Nero sobre Roberto Carlos: “É uma Torre Eiffel.” E tem mais…

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Alexandre Nero foi eleito o “homem do ano da televisão” por uma revista masculina, e foi receber seu prêmio, nessa quinta-feira no Copacabana Palace, no Rio. Vem ler os melhores momentos do nosso papo aqui embaixo!

“Ele é o bom”

Alexandre listou todos os motivos que, juntos, o transformaram no gostosão do pedaço, ou melhor, fizeram do Comendador [seu papel em “Império”] um fetiche feminino. “O sotaque, a macheza, o poder, o cabelo, a ruga, o dinheiro… É o pacote. Tudo isso envolveu as pessoas. É muito forte. É cativante… E ele é inteligente. Ninguém gosta de personagem burro. Por isso adoram a Cora [Drica Moraes], a Maria Marta [Lilia Cabral], personagens que tramam as coisas e não caem naquelas bobagenzinhas, se embatem, travam diálogos bacanas.”

Famoso… como um Beatle?!

“Você trabalha na Globo e ponto. Mora na Globo. Não tem namorada, esposa. Até acabar a novela, sou da Globo. É tudo lá. Fui a um outro prêmio, as pessoas me puxavam, rasgavam a minha roupa, eu parecia um Beatle. Gritavam… Eu falei: “Que isso! O que está acontecendo?’ A gente fica tão preso, não dá pra ver a repercussão. Me chamam pra entrevista, a imprensa acha que estou fazendo doce. Pagam o que a gente quiser e não posso ir, que droga, não posso participar de evento para ganhar uma grana. A gente chora… Mas fica em função daquilo. Você sabe o que é fazer uma novela das nove? Só trabalho. Com certeza eu sou o cara que mais trabalha ali dentro, sem dúvida. Não sei se o mais competente, mas o que mais trabalha sou eu. A gente tenta fazer o melhor. O que vai acontecer não depende muito da gente: o sucesso acontece ou não.  E não tem a ver com qualidade, tem a ver com alguma coisa que… A gente não sabe qual é o segredo. Se soubesse, faria sempre. O Comendador caiu no gosto. Às vezes não cai. Foi um personagem que ficou bom na minha boca. Que sorte! Sorte faz parte. Ninguém faz nada sem sorte, nem tomar um picolé, como dizia o Millôr Fernandes. Em uma novela, se os atores que estão em volta não ajudam… Não dá pra fazer milagre. O autor e a direção também têm que ser brilhantes. E claro que tenho meu mérito, né? Mas não é só isso. É coletivo.”

Brincadeira de mau gosto: mataram o Nero da vida real

Na novela, o Comendador vai forjar a própria morte, para escapar da prisão por sonegação fiscal e “otras cositas más”. Pronto: foi o suficiente para inspirar a mente de algum engraçadinho que lançou o boato de que o ator tinha morrido na vida real, dentro do set. “Estou vivo, tentei levar na brincadeira, mas acho um assunto muito sério. As pessoas ficam mexendo com uma coisa que não deveriam. Tem que se regulamentar a midia do Brasil. A internet está brincando com coisa muito séria, tem gente enriquecendo falando que eu morri! É uma mentira! Estão passando noticia mentirosa, fazendo as pessoas ficarem preocupadas, minha família ou qualquer coisa que seja. Repercutiu tanto. E essa gente ganhando dinheiro com mentira. Cada clique que você dá lá… O Teo Pereira [blogueiro venenoso vivido por Paulo Betti na trama] fala isso o tempo inteiro: se as pessoas fossem inteligentes, pensariam duas vezes antes de dar um clique. Lógico: um protagonista da novela morreu em cena? Qualquer um vai lá pra ver o que aconteceu. É alvo fácil. Temos que repensar isso daí. É muito sério. Na internet, acontece tudo. As pessoas também precisam parar de dar bola pra tudo que leem, que escutam… Tem que ter um senso crítico melhorzinho.”

Dueto com Roberto e Erasmo: “Folclórico”!

“Diz a lenda que vou cantar com o Roberto Carlos [no especial de fim de ano da Globo]… E diz a lenda que com o Erasmo também… Tipo Paul e John. Imagina! Na verdade, tá certo já. Vou ensaiar. Não quero falar qual será a música. Claro que sou fã. Quem não é? Vai ser um encontro especial. Roberto é uma coisa folclórica, um símbolo. Ele se tornou… Cuidado pra não parecer que estou dizendo que ele é um homem objeto, mas ele é uma Torre Eiffel: todo mundo sabe o que é, está lá, mas se você vai a Paris, tem que passar na Torre Eiffel. O Roberto é um negócio assim: um sonho de criança. Caramba! Eu, mesmo sendo profissional, com 44 anos, lembrei dos meus pais… Pensei: ‘Eles iam pirar com isso.’ Sonho de criança, como fazer novela. Você acaba se acostumando, é meu oficio, mas me dá um frio na espinha estar do lado da Fernanda Montenegro, do Tony Ramos, Lima Duarte… Na gravação da vinheta de fim de ano da Globo o Paulo José estava atrás de mim, e Ney Latorraca do lado. Fica parecendo meio blasé, a gente faz uma coisa blasé, e eu acho mesmo que não tem que ficar deslumbrado porque é o trabalho, mas aí tem esses momentos… [de fã]. Quando falaram do diamante rosa do Comendador, lembrei logo do filme ‘Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa’, com Erasmo e Wanderleia.”

* Em tempo: vai rolar mesmo cena de sexo entre Cora e o Comendador, viu? “Estou doido para gravar.” (Por Michelle Licory)

 

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