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Regina Navarro Lins
Foto: Divulgação

Um texto recente da revista JP, de título “Sexo Fora da Casinha”, relata que após a pandemia as pessoas estão descobrindo e redescobrindo o prazer, tendo relações fluidas e abrindo os relacionamentos. A psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, especialista no assunto de amor e sexo há 49 anos, reforça esse levantamento ao dizer que cada vez mais recebe pacientes procurando em experimentar novas formas e formatos de amar e se relacionar.

“Você não imagina a quantidade de pessoas que me escreve dizendo que quer abrir a relação. Essa é a grande questão do momento”, afirma Regina ao GLMRM sobre pacientes que estão optando em deixar a relação monogâmica para trás e aderir à poligamia. “Curiosamente, as mulheres têm pedido para abrir a relação bem mais do que os homens”, revela.

Com um novo livro lançado, “Sexo na Vitrine: Sobre Desejos e Prazeres” (Ed. Best Seller), Regina acredita que as pessoas estão ávidas a refletir sobre outros meios de se relacionar porque a pandemia fez todo mundo pensar que a vida é curta. “As pessoas ficaram com medo da morte e a pandemia teve um efeito, mesmo que inconsciente, que fez as pessoas se perguntarem: ‘Será que preciso me reprimir tanto?’, ou ‘Será que posso viver o que tenho vontade?'”. No entanto, segundo ela, esse movimento não é uma novidade e já vem acontecendo há anos.

“A busca da não-monogamia é uma coisa que vem acontecendo há uns seis ou sete anos. Muitas pessoas me procuravam para fazer terapia de casal e a principal questão era sempre a mesma: uma das partes queria abrir a relação e a outra se desesperava em um conflito que eu nunca tinha visto antes”.

Ex-professora de Psicologia do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e especialista do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, Regina diz que daqui para frente menos pessoas vão querer se fechar em uma relação a dois e vão optar por relações multiplas e mistas. “O amor é uma construção social e em cada período da história se apresenta de uma forma. Agora, estamos no meio de um processo de mudança no jeito de pensar e ver o amor e o sexo; uma mudança que começou lá na década de 1970 após o surgimento da pílula anticoncepcional e que possibilitou os movimentos de contracultura, hippie, gay, feminista e toda a revolução sexual. Estamos em uma transição entre antigos valores e novos valores”, explica.

Antigos valores esses que, de acordo com a psicanalista, estão atrelados à monogamia e ao amor romântico. “Muita gente pensa que quero impor a não-monogamia, mas não é isso. Eu aceito perfeitamente a monogamia se for espontânea, porque é um imperativo na relação. Nós crescemos achando que a monogamia é o natural, e isso gera muito sofrimento porque as pessoas acreditam que quem transa com outra pessoa é porque não a ama, e somos regidos pelo amor romântico.”

Regina continua: “Quando falo sobre o amor romântico, que nada tem a ver com mandar flores, jantar à luz de velas ou levar café na cama, pois tudo isso é ótimo, eu falo do amor calcado na idealização e que prega uma coisa muito grave: de que duas pessoas têm que se transformar em uma só. Esse tipo de amor está dando sinais de que em breve vai sair de cena, e por isso estamos assistindo ao surgimento de novas formas de se relacionar, com as relações abertas, poliamor e o amor a três.”

Ainda no assunto, a especialista pontua: “Uma relação a dois só pode ser boa se houver total respeito, liberdade e não haver controle algum sobre o outro. Se não for assim, não vai funcionar nunca porque casamentos são calcados no controle, na possessão e no ciúme”.

Sexo na Vitrine

O novo livro de Regina Navarro Lins, “Sexo na Vitrine: Sobre Desejos e Prazeres”, lançado em outubro desse ano, é uma continuação de “Amor na Vitrine: Um Olhar Sobre as Relações Amorosas Contemporâneas”, de 2020, também da Ed. Best Seller.

Na obra, a autora se aprofunda em todos os tipos de temas que envolvem sexo. “No livro tem desde sexo no cinema, sexo na literatura, sexo reprimido, mitos da sexualidade e uma parte somente sobre orgasmo. É para as pessoas terem mais conhecimento e refletirem mais sobre a questão sexual que, tirando a miséria e a doença, é a causa de maior sofrimento humano”, explica Regina que já assinou contrato para um próximo livro intitulado “Não-Monogamia”. “Falar sobre amor e sexo é um assunto inesgotável”, finaliza.

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