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Foram seis iniciativas contempladas com um prêmio de R$ 100 mil cada, nas categorias combate à fome, redução do desperdício de alimentos e promoção da segurança alimentar. 

No dia 26 (quinta-feira), o movimento Pacto Contra a Fome anunciou os seis vencedores da 1ª edição do Prêmio Pacto Contra a Fome, que tem como objetivo reconhecer iniciativas do terceiro setor atuantes na promoção da segurança alimentar, combate à fome e ao desperdício de alimentos. As entidades Orgânico Solidário (SP), Novo Sertão (PI), Cáritas Brasileira (RR), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (PE), Associação Good Truck Brasil (PR) e Associação de Resgate da Dignidade Humana (RO) foram as ganhadoras.

Elaborado em cooperação com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Prêmio Pacto Contra a Fome contemplou as iniciativas vencedoras com R$ 100 mil e mentoria de gestão de negócios da XP Investimentos. Os projetos também receberam um troféu assinado pelo artista Vik Muniz e terão um mini documentário divulgando seus trabalhos e impactos na sociedade.

“Queremos dar visibilidade a quem já faz, já conhece e já atua. Estamos aqui para unir pontes e somar saberes. Quem tem fome não pode esperar. Podemos acabar com a fome no Brasil e, para isso, precisamos de senso de urgência e indignação transformada em ação. Só juntos chegaremos lá, com estudos e planejamento, mas com velocidade.” Disse Geyze Diniz, co-fundadora e presidente do conselho do Pacto Contra a Fome, para o GLMRM

Com Geyze e o empresário e produtor Konrad Dantas, mais conhecido como Kondzilla, como mestres de cerimônias, a premiação contou os patrocinadores e apoiadores do prêmio – o Grupo Ambipar, Arezzo&Co, XP Investimentos e Ponte a Ponte Consultoria –, e autoridades, incluindo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

SOBRE O PRÊMIO

 A primeira etapa foi realizada no Hub Pacto Contra a Fome, plataforma para conectar, mapear e dar visibilidade às iniciativas de todos os setores. O processo seletivo ocorreu em 3 etapas: cadastro e elegibilidade, avaliação do júri técnico e avaliação compliance feita pela XP.

Os critérios de seleção foram o potencial de replicação, escalabilidade, relevância e impacto. O nível de colaboração também foi um dos critérios priorizados (como a iniciativa articula suas atividades com outros setores), a prioridade por lideranças negras e ações no Norte e Nordeste e/ou em comunidades tradicionais.

Entre as 310 iniciativas inscritas no prêmio, mais da metade das participantes (55%) são lideradas por pessoas pretas e pardas, e 61% delas são comandadas por mulheres.

 

Para a seleção, foi formado um júri com nove pessoas, entre elas representantes da sociedade civil, terceiro setor, pesquisadores e acadêmicos, setor público, incluindo nomes como Aline Czezacki (FAO), Gustavo Porpino (EMBRAPA), Iara Rolnik (INSTITUTO IBIRAPITANGA), Luiz Gusi (PREFEITURA CURITIBA), Regina Tchelly (FAVELA ORGÂNICA) e Rosana Sperandio (UNESCO).


CONHEÇA OS VENCEDORES DO PRÊMIO PACTO CONTRA A FOME

 Categoria Promoção da segurança alimentar:

  • Assistencial: Orgânico Solidário, São Paulo – SP
    A Orgânico Solidário busca democratizar o acesso aos alimentos orgânicos, fazendo a ponte entre doadores, produtos e pessoas beneficiadas. Por meio das doações recebidas, a ONG compra os produtos direto dos pequenos agricultores, monta as cestas e as entregas para as famílias em vulnerabilidade. Desde sua fundação em 2020, foram mais de 85 mil cestas entregues, cem agricultores envolvidos e 80 comunidades beneficiadas.
  • Estruturante: Instituto Novo Sertão, projeto Quintais Produtivos Agroecológicos, Betânia do Piauí – PI
    A iniciativa realiza cursos de capacitação de agricultura familiar para a população local. Além de cultivarem o próprio alimento, parte da produção é comercializada, gerando renda para a família. Entre 2021 e 2022, o projeto gerou mais de R$ 60 mil em renda por meio da venda do excedente produzido, além de promover a segurança alimentar para a comunidade sertaneja.

Categoria combate à fome:

  • Assistencial: Cáritas Brasileira, projeto Sumaúma: Nutrindo Vidas, Boa Vista – RR
    O projeto Sumaúma: Nutrindo Vidas oferece duas refeições por dia (café da manhã e almoço) para as pessoas em situação vulnerável na cidade de Boa Vista. Mais do que alimentar, a iniciativa promove a nutrição por meio de uma alimentação balanceada e saudável, preparada com o acompanhamento de uma nutricionista. Em um ano, 16 mil pessoas foram impactadas.
  • Estruturante: Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, projeto Campanha Mãos Solidárias, Recife – PE
    Por meio dos Bancos Populares de Alimentos, a iniciativa coleta e armazena parte do alimento produzido e doado por agricultores assentados locais, distribuindo-o para a população em situação de vulnerabilidade. Além disso, em parceria com a Fiocruz, dão cursos de formação de Agentes Populares de saúde e comunicação, promovendo a autonomia da comunidade. Desde  2020, já distribuíram mais de 1,7 milhões de marmitas na Região Metropolitana do Recife, construíram 50 bancos de alimentos e 13 cozinhas solidárias, e capacitaram 1,3 mil agentes populares.

Categoria desperdício de alimentos:

  • Assistencial: Associação Good Truck Brasil, projeto Logística do Bem, Curitiba – PR
    O projeto destina alimentos saudáveis e nutritivos que seriam descartados pelo comércio e indústria para quem precisa. A entrega é feita em parceria com lideranças comunitárias e a associações de moradores. Todo mês, cerca de 25 toneladas de alimentos que seriam desperdiçados são revertidas, alimentando 770 famílias por semana, distribuídas em cinco cidades do Brasil (Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Juiz de Fora e São Paulo).
  • Estruturante: Associação de Resgate a Dignidade Humana, projeto Programa Somos + VIP, Vila Princesa, Porto Velho – RO
    A Vila Princesa se formou ao redor do lixão há mais de 30 anos. Essa iniciativa tem três frentes: horta solidária, onde são feitos treinamentos para as pessoas trabalharem na horta; o Feirão Solidário, em que são coletadas frutas e legumes dos hortifrutis parceiros e depois os itens são distribuídos em formato de feira e, em paralelo, acontece o trabalho de conscientização (Eu Lidero), um programa de desenvolvimento socioemocional para crianças e adolescentes.

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