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Greve atores roteiristas
Foto: Mario Tama/Getty Images

Os atores de Hollywood, lar das maiores produções do cinema e TV, entraram em greve nesta quinta-feira (13), paralisando totalmente a indústria do entretenimento americano. O Sindicato dos atores (SAG-AFTRA) já vinha negociando a renovação dos direitos e acordos com os representantes dos grandes estúdios (AMPTP), desde que o sindicado dos roteiristas entrou em greve por melhores condições de trabalho para a classe. O contrato das atuais condições venceu nesta quarta-feira (12), e uma nota oficial do sindicato deve sair ainda hoje.

O momento é histórico, já que não se via uma greve de atores desde 1980; a última paralisação conjunta foi em 1960. Com a greve, grandes e pequenas produções estão suspensas, assim como as premiações e as ações de marketing de filmes recém lançados, podendo sofrer perdas ou redução de tempo de divulgação.

A atriz Fran Drescher, presidente do sindicato dos atores, disse, em entrevista à Variety, que “O SAG-AFTRA negociou de boa fé. Estávamos ansiosos para chegar a um acordo que atendesse suficientemente as necessidades dos atores, mas as respostas da AMPTP às propostas mais importantes que trouxemos à mesa foram insultantes e desrespeitosas à nossa contribuição massiva para esta indústria. Os estúdios se recusaram a abordar significativamente alguns tópicos, e em outros apenas bloquearam nossas propostas. Até que eles estejam prontos para negociar de boa fé, não podemos nem começar a pensar em um acordo”.

A greve dos atores impacta ainda mais esse mercado, que já vem perdendo forças desde a pandemia do COVID-19. O fechamento dos cinemas criou novas alternativas de consumo do material audiovisual, turbinando ainda mais o mercado do streaming pelo mundo. Consequentemente tendo que mudar regras dos profissionais que trabalham nesse grande mercado.

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