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Alok
Foto: Pedro Dimitrow

Seja pelas faixas com graves marcantes ou shows com iluminações espetaculares, Alok se tornou um dos DJs e produtores musicais mais escutado no mundo, com mais de 20 milhões de ouvintes mensais só no Spotify. O goiano mostrou a potência da sua música recentemente no Rock in Rio, mas foi surpreendido por algumas polêmicas e memes que viralizaram nas redes sociais após a apresentação.

GLMRM bateu um papo com o DJ, que irá se apresentar na Casa Perini Music Day neste 11 de outubro, véspera de feriado, em meio a vinhedos na Serra Gaúcha, para comentar sobre a repercussão, falar do seu envolvimento com causas sociais e sua relação com as redes.

Lasers queimaram celulares?

Não há dúvidas que a apresentação de Alok no Rock In Rio deu o que falar. A internet foi bombardeada por informações de que os lasers que o DJ utiliza teriam quebrado câmeras de celulares durante o show. Ao GLMRM, o artista afirma que tinha consciência de que isso não era possível, apesar das muitas teorias.

“Eu sabia que isso não era possível. Primeiro porque os lasers estavam apontados para um nível acima do público. Se você pegar as fotos do show, pode comprovar isso. Segundo, pelo fato que o Rock in Rio é um evento sério e o uso de todos equipamentos foi aprovado pelas autoridades de segurança. Do contrário, não apenas os celulares seriam danificados, mas também as câmeras de filmagem que faziam a transmissão do show”, conta.

‘Brisa’ pré-show

O nome de Alok também ficou entre os assuntos mais comentados durante o festival por uma entrevista antes da apresentação. Muita gente questionou se o artista havia usado algo por estar “tranquilo demais” segundos antes de subir ao palco. O DJ conta que a aparente “brisa” é fruto de muita meditação no camarim antes de qualquer show.

“As pessoas me perguntam o que sinto antes de entrar no palco, se fico nervoso ou algo parecido. Depois eu assisti ao vídeo e ri, até postei a animação que a [ilustradora] Rafaella Tuma fez. Mesmo no meio de toda movimentação que é um backstage, eu reservo um tempo para meditar, ninguém percebe. Em muitos momentos que antecedem os shows eu repasso o setlist e até faço algumas alterações”, explica.

Viralizar ou não?

Em meio a tantos vídeos virais, Alok ressalta que hoje as redes sociais são uma ferramenta de trabalho importante para a estratégia de divulgação, mas afirma que essa não é uma preocupação na sua carreira.

“Não me pauto na obrigação de viralizar, mas tenho em mente que se acontecer é bem-vinda. Eu tenho alguns exemplos: a música ‘Liberdade quando o grave bate forte’ quando saiu não aconteceu nada com ela por quatro meses. Daí uma garota fez uma trend com coreografia no Tik Tok e a música cresceu em uma semana mais de 1.000% nas plataformas de streaming”, conta.

Causas sociais

O goiano também é um um entusiasta das causas sociais, principalmente a indígena e acredita que o instrumento mais transformador para mudar o mundo é a arte. Este ano, Alok esteve na ONU para defender os direitos dos povos originários e reafirmar suas existências dentro da sociedade.

“O meu trabalho junto aos indígenas é feito no idioma nativo deles, ou seja, não precisamos entender Yawanawá ou Huni Kuin para entender os cantos, sentir o que eles desejam transmitir. Dizem que a música é universal, então, nesse caso, ela é capaz de ampliar o alcance da cultura e saberes indígenas e, portanto, mudar a nossa concepção sobre esses povos”, conta.

Casa Perini Music Day

Em seu próximo show, na Casa Perini Music Day, o DJ adianta que, além de todos os hits esperados pelo público, vai apresentar seu novo sinlgle, “All by Myself”, feito em parceria com Ellie Goulding e Sigala, além de fazer uma conexão entre a música e a natureza local.

“O cenário onde vai acontecer o show é muito inspirador. Estaremos em uma vinícola rodeados pelas colinas e videiras da região. Então, acredito que toda essa atmosfera vai criar uma apresentação mais intimista e a troca com o público vai ser genial. Ainda vou apresentar o meu recém-lançamento, “All by Myself”, música que fiz com a Ellie Goulding e Sigala, uma mistura anglo-brasileira, eu brinco,” finaliza.

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