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Estrela da Disney e referência de comportamento, especialmente para a Gen Z, a artista divide sua rotina de cuidados de beleza e fala sobre autoaceitação em entrevista exclusiva

Intérprete de um dos papéis principais da série argentina “Bia” e da brasileira “O Coro”, ambas da Disney, Gabriella Di Grecco conquistou uma fiel fanbase em toda a América Latina. No entanto, junto com a fama, surge a responsabilidade de dialogar com o público de forma genuína, vulnerável, sensível e corajosa, além de conviver com os altos e baixos de uma mulher empoderada, mas que ainda se vê inserida numa sociedade em que o patriarcado faz questão de se manter vivo em ideias e atitudes enraizadas, entre elas, a constante prestação de contas da mulher sobre seu corpo e aparência.

Após passar por várias fases de acne hormonal, a artista compartilha suas experiências e aprendizados, ressaltando seus cuidados desde cedo e a evolução interna que cada momento proporcionou.

Ela destaca: “Aos 11 anos, a acne me ensinou a importância de cuidar da pele no curto, médio e longo prazo. Hoje, estou com 35 anos e, graças a este hábito, consigo manter uma tez saudável, sem manchas, sem texturas e com bastante firmeza. Depois, aos 21 anos, passei por outra fase de acne intensa. Nesse momento, meu aprendizado já foi de aceitação. Essa é a pele que eu tenho, ela funciona desse jeito e eu assumo isso para mim. Meu terceiro momento de intensidade de espinhas foi aos 24 anos, quando parei de usar o contraceptivo oral. Nesse momento, a lição também foi a aceitação do meu corpo, que agora, livre dos hormônios, estava totalmente natural, e nessa naturalidade, veio a acne. Mais uma vez, abracei a condição da minha pele para cuidar não só dela, mas de mim também. Meu último momento com a pele foi no período da pandemia. Tive uma crise intensa de acne depois de ter contraído Covid. Na época, ainda se estavam descobrindo os efeitos colaterais para quem teve a doença, que é altamente inflamatória. Essa foi uma das piores crises de acne que já tive. Entretanto, mais uma vez, foi uma lição de entender que é o meu corpo respondendo, e que está tudo bem com isso. Ele está vivo! E há beleza nisso! Pensando nisso, resolvi transformar o que poderia ser ‘um problema’ em arte, e junto com meu talentoso amigo Rafael Monteiro, fizemos um ensaio fotográfico mostrando a pele como estava naquela fase, natural e com as marcas, e da mesma maneira, o ensaio passava elegância e levava uma vibração positiva!

A beleza tem a ver com o que somos capazes de sentir e transmitir e não o que os sentidos do corpo captam”.

Gabriella reconhece o papel crucial dos artistas na promoção da autoaceitação e na conscientização sobre a pressão estética enfrentada desde sempre pelas mulheres. Ela ressalta: “Qualquer pessoa com alguma representatividade e relevância na mídia tem um papel importante nisso: artistas, celebridades, influencers, páginas, etc. O consumo e a produção de mídia mudaram demais nos últimos 5 anos. A população mais jovem tem suas referências muito pautadas nas redes sociais e isso pode ser um problema, pois ainda não existe uma ética estabelecida com as plataformas e criadores de conteúdo, de modo que ainda se produz e se publica conteúdo sem nenhuma obrigação ou compromisso com a verdade. Isso pode ter consequências desastrosas, como se viu, recentemente, com o caso de crianças e pré-adolescentes que invadiram as lojas da Sephora e da Ulta atrás de dermocosméticos”.

A atriz também destaca a importância de uma abordagem personalizada e orientada por profissionais: “Isso é mandatório. A cada idade, a pele tem demandas e necessidades diferentes. Uma pele de 10 anos é completamente diferente de uma de 20, 30, 40, 50 anos… Usar um produto destinado para uma pele de 30 anos (que está começando a amadurecer) numa pele de 10 anos é uma perda de tempo e dinheiro. Dermatologia é medicina, é ciência. No mundo das informações e consumo rápido da internet, se criou um certo hype no assunto skincare, levando esse assunto para o lugar do entretenimento e da estética. As crianças AMAM entretenimento e o que é bonito, interessante (estético). Creio que essa combinação foi um catalisador para vermos esse fenômeno das crianças ávidas por consumo de dermocosméticos. Como artistas, influencers e formadores de opinião, precisamos estar atentos. Assim como os pais, que precisam orientar as crianças a buscarem por saúde e não por estética e consumo”.

No último ano, Gabriella também passou por um processo importante em sua jornada rumo à completa aceitação de si mesma: a transição capilar e sua conclusão, o big chop.

“O nosso corpo é vivo, ele se manifesta e existe uma beleza exuberante nisso!”

“Isso, na verdade, foi uma descoberta. Minha transição capilar aconteceu por necessidade (meu cabelo sofre muita interferência pelo fato de ser atriz e isso danificava demais meu fio, visto que eu tinha alisamento). A questão da aceitação pessoal e beleza autêntica foi uma consequência desse período. Isso ocorreu justamente porque aproveitei a pandemia para fazer a transição. Então, como estava em casa, não precisava esconder ou modelar o cabelo. E foi lindo de viver e ver o cabelo, nascendo aos poucos, com a sua textura e cor naturais. Me surpreendeu assistir a esse processo. O nosso corpo tem uma potência absurda de não se abater e de se regenerar das interferências externas. Essa potência, crescendo aos poucos, me ensinou muito sobre como é a nossa própria força interna. Quando nos decidimos por algo e nos dedicamos, mesmo que seja um pouco, todos os dias, a magia e o milagre acontecem. O cabelo me ensinou isso de forma tão prática. É uma lição de vida que não vou me esquecer”.

Enquanto aguarda a estreia da segunda temporada de “O Coro: Sucesso, Aqui Vou Eu” no Disney+ e centra seu foco em seus projetos futuros, a artista faz questão de se manter antenada ao universo da beleza e do autocuidado. Ela compartilha dicas valiosas sobre cuidados com a pele, especialmente direcionadas a iniciantes e àqueles que lidam com questões de autoestima ligadas à sua aparência física: “A pele é o nosso maior órgão do corpo humano e muito característico. É sempre indicado buscar um profissional dermatologista para fazer a avaliação e passar a rotina de skincare mais adequada para o seu tipo específico de pele, considerando suas características, idade, sexo, região onde vive, hábitos, etc. Entretanto, posso dar 3 dicas que são a base para melhorar qualquer tipo de pele:

Beber água: se hidratar corretamente faz com que a pele fique mais luminosa e hidratada;

Comer proteína: o nosso banco de colágeno (que faz a pele ficar no lugar, é isso que mantém a aparência jovem) é a nossa proteína. É importantíssimo ingerir uma quantidade mínima de proteína por dia para garantir a saúde da pele, músculos e ossos;

Usar protetor solar: básico que nunca pode sair da rotina de skincare. Busque por um protetor solar que tenha no mínimo 60 fps (isso ajuda muito a proteger a pele no longo prazo), que seja adequado para pele do rosto e que seja compatível com o seu tipo de pele (seca, normal, mista ou oleosa)”.

 

Fotos: Rafael Monteiro

 

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