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Um bate-papo com o designer Zanini de Zanine, direto da ArtRio

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Aos 36 anos, Zanini de Zanine – carioca, moreno, tatuado – é um designer famoso, bem sucedido e respeitado. Filho do arquiteto José Zanine Caldas, teve todas as portas abertas. Mas soube aproveitar as chances… Glamurama conversou com ele agora há pouco na IDA, feira de design e mobiliário dentro da ArtRio, sentado em seu banco “Jacarandá”, que custa R$ 45 mil.

* “O mercado de móvel está crescendo, e estar dentro da ArtRio é um grande prêmio para esse setor, que tem tudo a ver com o das artes plásticas, com séries limitadas, peças únicas e vendas em casas de leilão do peso da Christie’s e da Sotheby’s. Esse banco é peça única… Ganhei o jacarandá de presente de um amigo [o fotógrafo Fernando Azevedo] e tentei aproveitá-lo ao máximo. Seria una judiação corta-lo em pedacinhos. Trabalho bastante com madeira de demolição e a inspiração parte da peça que eu encontro…”

* Perguntamos como é, ainda tão novo, ser tão prestigiado nessa mercado. “Tive muita sorte”, respondeu, modesto. “Cresci vendo meu pai trabalhar, e ele tinha um ciclo de amizades riquíssimo. Estagiei com o Sergio Rodrigues [ele plantou um jacarandá em homenagem ao mestre, depois de sua morte].”

* E como é ver que uma peça sua vale tanto dinheiro? “Desconfortável… Mas a gente chega nesse preço usando os leilões lá de fora como termômetro. Tem designers que são tímidos, não gostam de aparecer, mas essa feira também é uma oportunidade de poder apresentar o trabalho diretamente para as pessoas e ver o que os outros designers estão produzindo, trocar informação.” (por Michelle Licory)

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