Philip Green controla a empresa junto com a mulher, Cristina Green
Philip Green controla a empresa junto com a mulher, Cristina Green || Créditos: Reprodução

Com dívidas de quase R$ 2,5 bi, holding que controla a Topshop pede falência na justiça britânica

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Philip Green controla a empresa junto com a mulher, Cristina Green
Philip Green controla a empresa junto com a mulher, Cristina Green || Créditos: Reprodução

Um dos maiores conglomerados de moda do mundo – o britânico Arcadia Group, que é dono das redes de fast fashion Topshop e Topman e de várias outras – deu entrada em um pedido de falência na justiça no Reino Unido nessa segunda-feira. Com dívidas totais que somam mais de £ 350 milhões (R$ 2,47 bilhões) e correndo o grande risco de precisar cortar muitos dos mais de 13 mil postos de trabalho que mantém atualmente, a empresa informou nos autos da ação que a crise do novo coronavírus a prejudicou fortemente em sua terra natal, de onde vem a maior parte de suas receitas. Vale lembrar que os britânicos passaram por dois lockdowns, dos quais o último foi encerrado dias atrás.

No começo do ano, o Arcadia já tinha contratado a firma de auditoria Deloitte para tentar se reestruturar a tempo de evitar a medida judicial que há tempos era cogitada como uma saída por seus executivos, mas isso aparentemente não deu muito certo. “Esse é um dia incrivelmente triste para todos os nossos colegas, assim como para nossos fornecedores e acionistas”, disse Ian Grabiner, CEO do Arcadia Group, em um comunicado.

O Arcadia Group é controlado pelo casal Philip e Cristina Green, que há menos de dez anos tinha uma fortuna combinada de US$ 7,2 bilhões (R$ 38,2 bilhões) e hoje possui cerca de um terço desse valor. Os Greens não são muito bem vistos pelos britânicos desde o fim dramático da rede de lojas de departamento BHS, que também era deles, em 2016. A BHS foi a bancarrota por causa de supostas fraudes em seu balanço daquele ano que resultaram em perdas de £ 300 milhões (R$ 2,12 bilhões) em um fundo de pensão criado para seus funcionários, ao mesmo tempo em que eles embolsaram mais de £ 1,2 bilhão (R$ 8,48 bilhões) em dividendos pagos pela extinta gigante varejista. (Por Anderson Antunes)

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