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Paris
Foto: Arquivo Pessoal

Aterrissamos em Paris depois de quase dois anos isolados por conta da pandemia da Covid-19. E qual a primeira impressão? “Chegar em Paris depois de tanto tempo é uma experiência única. Tudo parece estar igual, mas nada está igual. Em todos os lugares, restaurantes, museus e galerias o passaporte sanitário precisa ser mostrado, assim como o uso de máscara e álcool gel. A cidade parece estar retomando, mas ainda tem um fantasma no ar”, conta Joyce Pascowitch. Apesar do outono, o sol apareceu os cinco dias em que GLMRM passou na capital francesa, algo atípico para esta época do ano.

Agora que as fronteiras abriram e que a vacinação contra a Covid-19 segue avançando no Brasil e no mundo, vale a pena se programar para curtir Paris, principalmente com esse guia cultural que preparamos especialmente.

Passeios a pé por Paris

Com a temperatura agradável, vale passear a pé nas bordas da Rive Gauche, Place Vendôme, curtir os cafés de Saint Germain. “Até parece estar igual, mas não está”, conta Joyce.

La Rive Gauche. Foto: Edhral, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

As novas lojas de Paris: repensando o varejo de luxo parisiense

Visitar a loja de departamento La Samaritaine, que existe desde 1870, mas foi fechada em 2005. Em 2001, a loja foi comprada pelo grupo LVMH que revitalizou o espaço em uma obra que durou 16 anos. A La Samaritaine foi reinaugurada em junho deste ano, e o prédio com fachada de vidro e a arquitetura do século 19 está ainda mais bonito. São 20 mil m² com cerca de 600 marcas, algumas exclusiva. “A La Samaritaine é o templo do luxo e a curadoria é sofisticada. Linda”, explica Joyce, que complementa:

A dois quarteirões da Place Vendôme, a superloja da Off-White, fundada por Virgil Abloh em 2013 e vendida para o grupo LVMH este ano, ocupa um edifício de esquina do século 19 no cruzamento da Rue de Castiglione com a Rue du Mont Thabor. O espaço combina elegância parisiense com o estilo industrial, repensando o varejo de luxo parisiense. Um pátio, uma galeria e um mercado também podem ser visitados nos três andares da loja. “Tem de tudo, do clássico street wear da marca, até produtos para casa”, revela Joyce, que complementa: “As ruas mais míticas de compras em Paris tiveram seus espaços renovados e ocupados por grande parte de marcas do grupo LVMH, o que descaracterixou um pouco o antigo o comércio desses lugares.”

Não tem como estar em Paris e não visitar as exposições

Para Joyce, o o grande diferencial de Paris nesses tempos de volta são as exposições. A primeira parada foi na Fundação Louis Vuitton, com arquitetura assinada por Frank Ghery, o que já é uma obra de arte. O museu recebe a exposição “La Collection Morozov”, que mostra a arte moderna dos irmãos russos Mikhail e Ivan Morozov.

Teve também uma visita especial à exposição ‘Pinnault Collection’ com a coleção de obras de arte do empresário François Pinault, fundador do grupo de luxo Kering (Saint Laurent, Alexander McQueen e Gucci), no museu Bourse de Commerce.Dá para ver obras de Cindy Sherman, Richard Prince e Antonio Obá, único artista brasileiro.

Na Fundação Cartier, edifício projetado por Jean Nouvel, está a exposição mais bacana dessa temporada. As pinturas das cerejeiras em flor integram a primeira grande exposição Damien Hirst em Paris, com obras pintadas pelo próprio artista, ao invés de seus assistentes. As 30 obras são inspiradas nas cores de Pierre Bonnard, no estilo gestual do expressionismo abstrato e nas técnicas pontilhistas. Hirst os descreveu como sendo sobre “beleza e vida e morte” – a preocupação abrangente da prática de Hirst – e ter algo “quase cafona”, “extravagante” e “decorativo” sobre eles.

Sem falar na passagem pelo Museu de La Marine (museu da Marinha de Paris), que contempla arte, história e tecnologia naval. Está instalado desde 1943 no Palais de Chaillot e quem passa por lá vai poder conferir uma exposição interativa como se fosse um baile em que todos os presentes são convidados a dançar.

Onde se hospedar em Paris

Com um roteiro desse, a hospedagem tem que ser seguida de conforto, belas paisagens e gastronomia de primeira. Por lá, Joyce ficou inicialmente no Plaza Athénée, que dispensa apresentações e degustou as delícias do restaurante do hotel, o Le Relais, atualmente comandado pelo chef estrelado Jean Imbert.

Depois, foi a vez de curtir o Le Meurice, um dos hotéis mais tradicionais da cidade, e com vista privilegiada para a Torre Eiffel. A dica experimentar os doces preparados pelo chef confeiteiro Cédric Grolet com receitas cheias de frutas e que dá uma nova cara para as sobremesas tradicionais francesas. Sem contar com a paradinha estratégica no Valmont spa do hotel.

*GLMRM viajou a convite dos hotéis Plaza Athénée e Le Meurice, Air France e Atout France, agência do desenvolvimento turístico da França no Brasil.

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