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Poucos mercados são tão movimentados quanto o da moda. Além da parte criativa, que lida com estilos e coleções, também tem o business, que demanda atenção e pede por um olhar único para o empreendedorismo.
Sempre se adaptando para suprir as necessidades dos clientes, o mercado, especialmente após a pandemia, vem se transformando com o crescimento do digital – e, por consequência, as marcas necessitam também se atualizar cada vez mais para conseguirem o sucesso almejado.

Pensando nisso, convidamos Michelle Coleto, presidente da ABEST e fundadora e diretora criativa da grife de beachwear e resortwear, La Sirène, para conversar com a gente sobre sua carreira, dividir conosco as atualizações de mercado e contar sobre seu processo criativo.
Confira a entrevista que a empresária concedeu ao GLMRM:

Como presidente da ABEST, quais mudanças você viu acontecer durante os últimos anos que foram mais expressivas para auxiliar os empresários, em relação ao mercado da moda internacional e o desenvolvimento de uma marca no exterior?

Os avanços tecnológicos com certeza impactaram demais, como as plataformas online de vendas e redes sociais, que proporcionam para nós empresários uma grande oportunidade de expandir globalmente. As estratégias de marketing e análise de dados hoje são mais sofisticadas e auxiliam as marcas e empresários a atenderem diferentes mercados.
Por fim, acho que a conscientização sobre a sustentabilidade é de suma importância. Hoje os consumidores valorizam marcas comprometidas com o meio ambiente, o que faz toda a diferença.

Como empresária, quais foram maiores dificuldades que encontrou para estabelecer sua marca no âmbito nacional e internacional?

Sem dúvida, a maior dificuldade é a burocracia em empreender, tanto no âmbito nacional quanto no internacional – mas principalmente no internacional! As etapas de internacionalização de uma marca são muitas e extremamente burocráticas. É difícil encontrar um despachante aduaneiro qualificado no mercado, que consiga nos auxiliar.
No âmbito nacional, ao passo que você cresce, a burocracia contábil aumenta e traz mais gastos consequentemente, o que é sempre um obstáculo para o empreendedor, por isso a minha dica é sempre ter um bom time fiscal ao lado.

Como diretora criativa, quais são suas maiores inspirações na hora de produzir uma coleção? Como funciona o seu processo criativo?

Nossa maior inspiração é a beleza feminina, buscamos valorizar e enaltecer o corpo em todas suas formas, curvas e versões. Além do mais, buscamos referências nas tendências nacionais e internacionais, no mundo da moda desde o haute couture, pret-a-porter, até o streetwear, alinhado com o time de estilo. Já o nosso time comercial contribui com análises de vendas entre atacado e varejo, nacional e internacional sem perder o DNA La Sirène. O processo criativo e as inspirações surgem a todo momento. Costumo olhar não só para o universo da moda, mas também para arte, viagens, cores, entre outros temas que me inspiram e ajudam a criar. Geralmente escolhemos um tema e desdobramos em diversas versões para o desenvolvimento da coleção.

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