A senadora Marta Suplicy
A senadora Marta Suplicy || Créditos: Ali Karakas

Um tête-à-tête com Marta Suplicy sobre casamento, divã e feminismo

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A senadora Marta Suplicy || Créditos: Ali Karakas
A senadora Marta Suplicy || Créditos: Ali Karakas

Ela já foi deputada, prefeita de São Paulo, ministra e é militante feminista desde quando isso era raridade. Começou o ano em outro partido, o PMDB, depois de 33 anos no PT, e até declarou que vai ajudar a “livrar o Brasil da corrupção e da mentira”. Mas, apesar da vida toda dedicada à política, a senadora nunca escondeu um lado pessoal também intenso – é mãe de três, avó de seis, foi casada três vezes – e, supervaidosa, jamais se descuidou: sempre amou um salto alto. Seu lema? “Seja feliz, a vida é curta”

Última página da revista J.P

Revista J.P: A mulher poderosa é…
Marta Suplicy: Focada.

J.P: E o homem…
MS: Inteligente.

J.P: Um momento que definiu sua vida?
MS: Quando decidi entrar na política via eleição e quando casei com Márcio [Toledo], meu terceiro marido.

J.P: Como foi Marta no primeiro casamento?
MS: Uma jovem pouco madura e sonhadora que teve três filhos amorosos e inteligentes, que me proporcionaram netos maravilhosos com os quais aprendo muito.

J.P: No segundo?
MS: Uma tentativa de busca de felicidade que se mostrou difícil de encontrar.

J.P: E no atual?
MS: Um momento de rara felicidade acompanhada de um processo de aprendizado e amadurecimento que jamais imaginei que existisse.

J.P: Acha que foi uma boa esposa?
MS: Sim, mas a maturidade ensina muito.

J.P: Seu dilema no divã?
MS: Reconhecer a origem e as causas de determinadas posturas e situações, e os desafios de incorporá-las para crescer e viver melhor.

J.P: O que faz pra ser feliz?
MS: Não fico remoendo mágoas e penso em soluções positivas. Mesmo que difíceis.

J.P: Que tipo de avó você é?
MS: Encantada, mas partilhando menos da vida deles do que gostaria.

J.P: Que tipo de mãe é?
MS: Presente e próxima.

J.P: Melhor conselho que já ouviu?
MS: “Seja feliz, minha filha. A vida é curta”, da minha mãe.

J.P: Melhor conselho que já deu?
MS: Outro da minha mãe: “Não gaste energia no que não vale a pena”.

J.P: Qual é a melhor idade?
MS: Cada idade tem seu prazer e suas experiências próprias, mas depois dos 50 dá para aproveitar melhor.

J.P: Qual a importância da estética?
MS: É importante. Me cuido.

J.P: Feminismo e vaidade combinam?
MS: Por que não?

J.P: Seu vício?
MS: Alguns seriados da TV que me prendem até o fim da temporada. Estou assistindo a “Isabel, Rainha de Castela”.

J.P: Uma mania.
MS: Fazer esteira.

J.P: A grande extravagância que já fez.
MS: Viajar para a Itália, com o Márcio, meu marido, e todos os seis netos. Tudo acabou dando certo e foi um dos momentos mais felizes de minha vida.

J.P: Qual é o maior problema do Brasil?
MS: Corrupção e falta de qualificação profissional.

J.P: E o melhor do Brasil?
MS: O empreendedorismo e a criatividade do brasileiro.

J.P: Que mulheres da política você admira?
MS: Angela Merkel e Hillary Clinton.

J.P: Quem sabe fazer política?
MS: Nesta altura, poucos.

J.P: Do que você tem orgulho?
MS: De tudo que consegui realizar, não tendo sido educada para nada disso.

J.P: Do que você se ressente?
MS: De não ter tido uma formação política mais sólida na juventude.

J.P: O que esperar para 2016?
MS: Ainda dificuldades na política e na economia e, no meu caso, muito estudo e empenho no desenvolvimento de projetos para a cidade de São Paulo.

J.P: A mulher de 2016 será…
MS: Independente e procurando soluções para o que der e vier.