26.07.2019  /  14:30

Turma do Choque de Cultura volta ao domingo da Globo: “Eles conseguiram uma grana do “sindicato” e estão aplicando sem nenhum critério”

Choque de Cultura volta aos domingos da Globo // Divulgação

Pensou que eles não iam voltar? A partir deste domingo, dia 28, Rogerinho (Caíto Mainier), Julinho (Leandro Ramos), Renan (Daniel Furlan) e Maurílio (Raul Chequer) voltam ao ar nas tardes da Globo com suas críticas cinematográficas no ‘Choque de Cultura Show’. Maiores nomes do ‘transporte alternativo do país’, eles agora evoluíram, se tornaram celebridades culturais e ganharam cenário e figurinos novos. Mas esses são os únicos spoilers que o quarteto libera sobre a nova temporada.

“A nova temporada é a evolução da cultura. Eles conseguiram uma grana do “sindicato” e estão aplicando sem nenhum critério. O que eles acham legal, o cenário que eles gostam, as roupas que eles acham que vale a pena usar, são todas escolhas meio equivocadas e isso cria uma situação também divertida de ver, que é como aqueles caras enxergam o luxo. É uma temporada um pouco maior também, então quem não conhece, ou nunca prestou tanta atenção, vai ter mais tempo para conhecer melhor os personagens e se identificar com um ou com outro. É um verdadeiro upgrade”, conta Caíto Mainier. “Piramos na ideia dos pilotos terem mais recursos para fazer o programa. Não teremos a tradicional parede cinza, nem os caixotes. Mas mesmo com mais recursos, esse novo formato permitiu que elevássemos a precariedade do universo dos personagens a um novo patamar”, completa Raul Chequer, que dá uma dica de como veremos Maurílio nesta temporada: “Ele deve lidar com o sucesso fracassando, como sempre”.

E Renan? Será que a fama mudou algo? “Adoecido pelos mosquitos da dengue da criação de Julinho durante a live do Oscar, Renan teve uma experiência de quase morte e no desespero acabou fazendo uma promessa de que se fosse abençoado com a graça da vida, voltaria pra sua esposa, Fabíola. Na nova temporada saberemos se ele vai cumprir a promessa”, diverte-se Daniel Furlan. Julinho também tem novidades, mas no visual. “Ele está num processo perigoso porque está ganhando melhor. Antes ele só usava roupas doadas, agora está comprado roupas. E é um perigo uma pessoa com mal gosto podendo comprar roupas”, brinca Leandro Ramos.

Mais do que quatro atores e apresentadores, o processo criativo do grupo é colaborativo. Eles participam do roteiro, das ideias em cena e da edição. “O programa é mais roteirizado do que parece, mas também improvisamos em cima. Eu adoro e odeio todas as etapas mas acho que ficar caracterizado gravando, dando os textos que a gente escreveu é a melhor parte. Mas também paradoxalmente é que eu fico mais feliz quando termina porque é a mais cansativa”, conta Furlan. Na prática, funciona assim: “A gente faz uma reunião com todo mundo junto, um brainstorming, em que a gente assiste aos filmes tendo ideias e colocando tudo em um documento. Depois a gente se divide para a redação final. Quando os textos estão prontos, fazemos uma leitura. Aí, cada um com um personagem, afinamos e, já próximo de gravar, a gente faz um ensaio com o texto. Às vezes ainda entra um improviso e algum ajuste”, explica ele. Quem aí também está ansioso para ver a ‘Choque de Cultura Show’?