30.05.2020  /  9:00

Superprodução de Christopher Nolan deveria ser o maior lançamento nos cinemas em 2020. Mas aí veio a pandemia…

Christopher Nolan || Créditos: Reprodução

Christopher Nolan tinha tudo para se tornar um dos diretores mais bem pagos do showbiz nesse ano com seu próximo e aguardado lançamento, a superprodução “Tenet”, estrelada por Robert Pattinson e pelo ex-jogador de futebol americano John David Washington e com previsão para estrear em todo o mundo em meados de julho. Por ser verão no hemisfério norte, a época é a melhor para filmes dessa magnitude estrearem por lá, uma vez que o clima mais quente resulta em mais cinéfilos saindo de casa para ir aos cinemas. Mas aí veio o novo coronavírus…

Maior produção de 2020 para a telona, com um orçamento de US$ 205 milhões (R$ 1,1 bilhão), “Tenet” conta a história de um agente secreto cuja missão é prevenir o estouro da Terceira Guerra Mundial. O papel é de Washington, que também viveu o detetive Ron Stallworth no premiado “Infiltrado na Klan” e, aos 35 anos, tem sido descrito como uma das novas promessas de Hollywood. Seu talento é tão grande que pouca gente na mídia menciona o nome do pai do ator, Denzel Washington, quando noticia algo sobre o herdeiro daquele que é um dos maiores nomes do cinema atualmente.

Voltando a “Tenet”, o longa deveria ser o primeiro deste ano a romper a barreira de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em ingressos vendidos internacionalmente, o que poderia render a Nolan – também seu produtor-executivo, roteirista e um dos maiores investidores – uma comissão de pelo menos 10% (além do salário pago ao diretor pelo trabalho, de estimados US$ 15 milhões/R$ 81,6 milhões). A pandemia de Covid-19 e suas restrições de circulação, no entanto, colocam agora essas cifras em jogo, já que ninguém sabe dizer se de fato o filme vai ser lançado na data prevista ou não. E, mesmo que chegue, se vai resultar em grandes públicos como era a realidade da indústria cinematográfica americana até não faz muito tempo.

Em tempo: estimativas variadas apontam que o prejuízo dos maiores cinemas dos Estados Unidos nesse ano em razão das restrições de circulação resultantes da Covid-19 podem chegar a algo entre US$ 20 bilhões (R$ 108,8 milhões) e US$ 30 bilhões (R$ 163,2 milhões). (Por Anderson Antunes)

Robert Pattinson e John David Washington em cena de “Tenet” || Créditos: Reprodução