16.06.2020  /  17:06

Sucesso de modelos transgêneros comprova a revolução no mundo da moda. Quem são as tops mais requisitadas do momento?

Lea T, Hunter Schaufer, Hari Nef / Crédito: Instagram

Já faz um tempo que a moda vem se reinventando para se adequar aos novos tempos, guiada por temas como empoderamento, autoaceitação, representatividade… E uma das mudanças mais marcantes foi o avanço da normalização de modelos transgêneros nos casts de trabalhos para grandes marcas, aumentando consideravelmente a inclusão nesse mercado tão disputado e questionado. E essas mulheres chegaram com tudo e ganharam status de top models, entre elas, Hunter Schaufer, Lea T e Hari Nef. No mês do orgulho LGBT+, confira oito poderosas que estão aí representando essa revolução.

Lea T

A brasileira ganhou fama ao participar de uma campanha da Givenchy em 2010 e, desde então, conquistou o mundo da moda internacional. Aos 39 anos, já ganhou um prêmio da Forbes, de mulheres que mudaram a moda italiana. Em 2017, Lea deu uma entrevista reveladora para a revista Playboy, onde falou sobre a sua cirurgia de mudança de sexo, realizada na Tailândia, em 2012, e comentou sobre a sua primeira relação sexual após o procedimento: “Foi fofo, mas a segunda vez foi melhor”.

Hunter Schafer

Hunter Schafer, de 21 anos, ganhou o coração do público ao interpretar a Jules na série “Euphoria”, da HBO. Antes disso, ela já era modelo e trabalhou para uma lista poderosas de marcas, como Miu Miu e Dior. Apesar de todo o sucesso, ela já desabafou para a mídia que começar sua carreira foi complicado devido à sua condição. ” Como uma pessoa trans, trabalhei muito para entender quem sou, solidificar e me apropriar disso. A ideia de criar uma nova identidade é assustador. Mas também me excita muito o desafio de continuar a me transformar e evoluir”, afirmou.

Hari Nef

Assim como Hunter, Hari já atuou em séries de TV. A atriz, de 27 anos, interpretou uma das amigas de Love na série ‘You’ e agora está ganhando espaço no mundo da moda, sendo a primeira trans a ter um contrato assinado na  concorrida agência IMG Models. Apesar de parecer nova no ramo, ela já tem grandes feitos: Hari foi a primeira modelo transgênero a desfilar para a Gucci na Semana de Moda de Milão em 2019.

Andreja Pejic

Antes mesmo da transição, Andreja já tinha destaque no mundinho fashion e participou de uma campanha de Jean Paul Gaultier. Hoje, atua como modelo feminina, mas reclama que as pessoas estão mais interessadas em saber sobre seu corpo e sua transição de gênero do que sobre o trabalho. “Algumas vezes, eu fico cansada de responder perguntas sobre a minha vagina”, disse Andreja Pejic  ao site Refinary29. “Minha história dá mais visibilidade para a minha carreira e me deixa mais memorável? Eu acho que sim. Mas tenho que ter a minha vida pessoal”.

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A poem.

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Ines Rau

Além de grande ativista do movimento LGBTQ+, a modelo francesa se tornou a primeira playmate abertamente trans da Playboy. Ines tem 30 anos e fala abertamente sobre o tema em entrevistas, sempre levando representatividade por onde passa. “Toda beleza feminina deve ser celebrada”, afirmou. “Ninguém merece mais ser mulher do que aquelas que todos os dias sofrem abuso e que são tratadas como menos que nada”.

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Fuck. I miss everyone .

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Juliana Huxtable

Juliana se destaca em diferentes áreas, como modelo, escritora e DJ. Seu trabalho já foi exposto e apresentado em diversos museus como o MoMA e o New Museum, em Nova York. Aos 32 anos, Juliana também tocou no festival YAG, em 2018!

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HAD TO BUMP FROM FINSTA TO RINSTA 4 YALL

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Carmen Carrera

Carmen participou da terceira temporada de RuPaul’s Drag Race. Desde então, a top de 35 anos passou pela transição. Na época do reality, Carmen ficou conhecida por ter alguns desentendimentos com Ru Paul, alegando transfobia. Segundo ela,  o programa não leva diversidade para o público por nunca selecionar transexuais (pelo menos não após transição de gênero).

Valentina Sampaio

Outra brasileira brilhando internacionalmente, Valentina, cearense de 23 anos, foi a primeira trans a se tornar estrela da marca de lingeries Victoria’s Secret, posicionando a label nos novos tempos. Logo no começo da carreira, Valentina enfrentou muito preconceito, inclusive dentro da própria VS. O diretor de marketing Ed Razek pediu demissão logo após sua contratação. Mesmo assim, ela não desanimou: “É tempo de comemorar”, disse à imprensa. Rainha!