06.11.2020  /  15:09

Stacey Abrams é a ativista política responsável pela virada de Joe Biden na Geórgia. Entenda!

Stacey Abrams || Créditos: Reprodução

Joe Biden, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, que segue na liderança  – ele tem até o momento 253 delegados X 214 para Trump -, viu suas chances de vencer o plebiscito contra o atual presidente aumentarem nesta sexta-feira. Isso porque Biden conseguiu virar o resultado da apuração no estado da Geórgia, que está com mais de 98% das urnas apuradas e indica que Biden está com 2.450.154 votos (49,4%) e Trump 2.448.570 votos (49,4%). A margem é muito pequena, mas histórica, pois desde 1992 com a eleição de Bill Clinton, a Geórgia não contabilizava seus 16 votos eleitorais para um candidato democrata. E essa virada tem uma “culpada”: Stacey Abrams.

A advogada e ex-congressista do estado é um dos nomes mais promissores da política americana e, em 2018, se candidatou ao cargo de governadora da Geórgia com grandes chances de vitória. Só que na véspera da eleição, Brian Kemp, que era secretário de Estado da Geórgia na época, e venceu Abrams na eleição, cancelou mais de um milhão de registros de eleitores entre os anos de 2012 e 2018, e embargou aproximadamente 53 mil registros, a maioria deles pertencentes a eleitores afro-americanos, que votariam em massa na candidata que é negra.

A ativista, desde 2013, atuava para a participação e proteção do voto na Geórgia, e criou uma ONG de registro eleitoral chamada New Georgia Project que alcançou 86 mil assinaturas. Mas, depois da derrota em 2018, seu trabalho social pelos direitos dos votos no país ganhou força com a criação da Fair Fight para combater a supressão de eleitores e começou a viajar pelo estado para aumentar o número de votantes. Resultado? Sua jornada triplicou o número de latinos e dobrou a participação de jovens, sem contar com o apoio de celebridades americanas, como Oprah e John Legend. O trabalho foi mais longe e a estimativa é que existem 800 mil novos eleitores desde 2018, o que ajudou a acabar com políticas como “correspondência exata”, que exigia registros para combinar com precisão as licenças de eleitor, ou então correr o risco de ter os votos jogados fora. Todos eles estão lá representados nas eleições presidenciais que, pelo menos na Geórgia, já tem um vencedor: os direitos do povo.