21.05.2018  /  13:41

Socialite americana que gastou quase R$ 15 mi com cirurgias plásticas afirma estar “falida”

Jocelyn Wildenstein || Créditos: Getty Images

Conhecida pelo apelido de “Mulher-Gato”, que ganhou por conta da aparência conquistada depois das mais de 30 cirurgias plásticas que fez só no rosto, a socialite de origem suíça Jocelyn Wildenstein declarou à justiça dos Estados Unidos na semana passada estar falida, apesar de ter recebido uma bolada de US$ 2,5 bilhões (R$ 9,3 bilhões) em 1999 quando se divorciou do art dealer e fazendeiro franco-americano Alec Wildenstein depois que o flagrou na cama com a amante.

Nos papéis da ação que registrou em uma corte de Manhattan para pedir proteção judicial de seus credores, Jocelyn, de 77 anos, afirmou ter “US$ 0” em uma única conta bancária que mantém no Citibank e que atualmente sobrevive com os cerca de US$ 900 mensais (R$ 3.342) que recebe da previdência social americana. “Estou desempregada e constantemente dependo da ajuda de amigos e familiares para pagar despesas básicas”, ela diz no processo.

Apesar da má fase, Jocelyn continua morando em um apartamento no 51º andar do edifício Trump World Tower, de Nova York, avaliado em US$ 11,75 milhões (R$ 43,6 milhões). Outros ativos incluem um Bentley de US$ 35 mil (R$ 130 mil), uma TV de US$ 100 (R$ 371) e roupas que valeriam US$ 1 mil (R$ 3.714). Mas a dívida dela é grande: US$ 6,4 milhões (R$ 23,8 milhões), entre contas de serviços básicas e hipotecas atrasadas, ante um patrimônio de US$ 16,4 milhões (R$ 60,9 milhões).

Ninguém sabe ainda como a socialite que já teve um affair com o cineasta italiano Sergio Gobbi chegou a essa situação, considerando os bilhões que chegou a ter. Mesmo apesar do alto estilo de vida que sempre teve, chegando a gastar US$ 60 mil (R$ 222,8 mil) por ano com telefonemas e US$ 547 mil (R$ 2 milhões) anuais com vinhos, ela deveria ter dinheiro de sobra para bancar tais regalias. Inclusive os estimados US$ 4 milhões (R$ 14,8 milhões) que gastou para mudar o semblante e se tornar celebridade. (Por Anderson Antunes)