Créditos: Maurício Nahas

Serumanão: Marco Luque posa para PODER e brilha na Globo. À entrevista!

07.01.2017  /  8:20

Créditos: Maurício Nahas
Marco Luque ||  Créditos: Maurício Nahas

Por Fernanda Grilo para revista PODER de dezembro

Já na estreia, em abril, recorde no Ibope (12,1 pontos) e a certeza de que a dupla com Serginho Groisman no Altas Horas iria render bons frutos. Aos 42 anos, é a segunda vez que o comediante Marco Luque – que fez carreira no teatro e no CQC, da Band – experimenta o tamanho da repercussão de estar em um programa da Rede Globo. Dez anos atrás, quando fazia parte do espetáculo teatral de humor Terça Insana, foi entrevistado por Jô Soares e, garante, viu sua vida mudar. “No dia seguinte, as pessoas me reconheciam na rua. De lá para cá, meu trabalho também ganhou outra dimensão”, conta.

Na contramão do estilo stand-up comedy, em que comediantes apresentam, de cara limpa, textos cheios de polêmicas, Luque aposta em uma volta ao humor de personagem. Os dele, além de hilários, têm enorme apelo popular: o motoboy Jackson Faive, o taxista santista Silas Simplesmente, a empregada Mary Help e o rastafári vegetariano Mustafary. Como se não bastasse o sucesso no Altas Horas, o moço ainda faz teatro, esquetes no YouTube, participa do Vai Que Cola, no Multishow, deve estrear ano que vem no cinema com o filme O Homem Perfeito e, em breve, dar as caras  em uma série de comédia na Netflix.

QUE LUQUE

Jogador de futebol mediano, desistiu aos 24 anos da carreira nos gramados. A mãe foi quem o incentivou a entrar no campo da arte e o fez cursar artes plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo, e a entrar na escola de atores da famosa preparadora de elenco Fátima Toledo. “Quando jogava, perguntava a Deus se era isso mesmo o que queria. Sempre que você tem dúvida é porque a resposta é ‘não’”, acredita. No meio desse dilema, tentou a vida como garçom, animador de festas, monitor de acampamento, palhaço – e, assim, foi se descobrindo no humor. Fez muito show de comédia em bar vazio até conseguir lotar teatros e, em 2008, chegar à televisão com o CQC. “Grace (Gianoukas, criadora do Terça Insana) foi minha mestra. Ela que me deu a dica que mudou tudo: ‘Foca nos seus personagens e deixa de lado as imitações. Desse jeito, um dia você será o imitado’.” E não é que ela tinha razão?