04.06.2021  /  16:30

Série da semana: ‘1971: O ano em que a música mudou tudo’ é o doc hit do momento e foca no legado da geração sexo, drogas e rock’n roll

Lennon e Yoko, Marvin Gaye, Tina Turner e Keith Richards em ‘1971: O ano em que a música mudou tudo’ // Reprodução

Os anos 1970, especialmente seu início, foi um marco de grandes mudanças, quando a cultura pop ganhou força e a geração ‘paz e amor’ ditou um lifestyle de sexo, drogas e rock’n roll contra o envio de jovens americanos para a famigerada Guerra do Vietnã. E a música teve papel de destaque nessa revolução, inspirando futuras gerações até os dias de hoje. É sobre isso que fala um dos lançamentos mais bacanas do pedaço, que acaba de chegar à Apple TV+. “1971: O ano em que a música mudou tudo”, baseada no livro de David Hepworth, “Never a Dull Moment: 1971 – The Year That Rock Exploded”, é uma série documental de oito episódios, que oferece muitas evidências de que muito do que temos e somos atualmente, veio daqueles anos incríveis: “Estávamos criando o século 21 em 1971”, definiu David Bowie.

“Às vezes você tem que fazer uma declaração ousada”, disse Asif Kapadia, o diretor geral da série e um de seus produtores executivos. “De nossa pesquisa, havia algo incrível sobre aquele momento particular, como um ‘turning point’.” Fato é que o doc reúne tantos clipes que se linkam à história, inclusive recente, que é difícil negar essa premissa.

Em 1971, Marvin Gaye estava transformando a música de protesto com a sublime “What’s Going On”; os Rolling Stones martelavam seu clássico cru “Exile on Main St.” em uma casa alugada no sul da França; Aretha Franklin estava demonstrando sua solidariedade pública à ativista negra Angela Davis; e David Bowie estava escrevendo o livro sobre androginia rock ‘n’ roll, enquanto John Lennon lançava o hino ‘Imagine’.

Foi também um ano de estreia de potentes artistas femininas: Carole King, que se separou de seu marido e parceiro de composição, Gerry Goffin, em 1968, lançou “Tapestry” em 1971, e Joni Mitchell, que lançava na mesma época “Blue”, depois do fim de seu relacionamento com Graham Nash. Não eram apenas ótimos álbuns; eram declarações pessoais de independência, um desafio ao ainda predominante mundo dos homens.

No foco central da série está a ideia de que os jovens artistas daquela época faziam música que, não apenas refletia os tempos, mas também moldava comportamentos, fornecendo catalisadores para o despertar e a mudança. Dica quentíssima para maratonar! Play para o trailer: