25.04.2017  /  15:10

Sem alarde, marca de Ivanka Trump muda de nome para evitar rejeição

Ivanka Trump e um produto cuja etiqueta leva seu nome || Créditos: Getty Images
Ivanka Trump e um produto cuja etiqueta leva seu nome || Créditos: Getty Images

A empresa americana G-III, que fabrica e distribui a coleção de roupas e acessórios que leva o nome de Ivanka Trump, encontrou uma solução para a rejeição que a marca da filha do presidente Donald Trump sofre desde que o republicano chegou à Casa Branca: as peças agora levam uma etiqueta na qual se lê simplesmente “Adrienne Vittadini Studio”, em alusão à ex-modelo e estilista cuja família se mudou da Hungria para os Estados Unidos em 1956, no auge da Revolução Húngara. Adrienne se tornou modelo no fim dos anos 1970 e criou sua própria marca de lifestyle décadas mais tarde, que ela vendeu em 2001.

Em um comunicado, a G-III afirmou que tomou a decisão de retirar o nome de Ivanka sem consultá-la e sem fazer alarde, e que fez isso a fim de resolver a questão da rejeição de maneira prática e inclusive seguindo regras, já que a lei americana permite esse tipo de manobra desde que tais mudanças sejam comunicadas às autoridades responsáveis com antecedência.

Considerada um case de sucesso, a marca de Ivanka faturou mais de US$ 100 milhões (R$ 315,1 milhões) em 2016, mas perdeu popularidade diante da associação dela com seu pai, que segue um tom mais conservador, e chegou a ser retirada das prateleiras de grandes varejistas como a Neiman Marcus, Shoebuy.com e Nordstrom. (Por Anderson Antunes)