03.09.2013  /  8:30

Perfil: Roberta Sá fala de moda, Vila Madalena e trilha sonora de novela

Por Thayana Nunes

Roberta Sá é daquelas cantoras versáteis. Pode aparecer na trilha sonora do horário nobre da novela da Globo, cantar com os Novos Baianos durante o Rock in Rio ou soltar a voz ao lado de uma orquestra sinfônica, como fez com os músicos da OSUSP nesse fim de semana, em São Paulo. Prestes a completar dez anos de carreira, Glamurama quis bater um papo com a cantora que, além de ser considerada uma das melhores de sua geração, possui a moda como sua segunda paixão. Adora os conselhos da irmã, a estilista Helô Rocha, tem o top diretor de arte Giovanni Bianco comandando as capas de seus álbum e, apesar de adorar uma rasteirinha, gosta mesmo é de comprar Stella McCartney e Isabel Marant. Confira trechos da entrevista com a cantora, que está solteira – ela acaba de se separar de Pedro Luis, da banda Pedro Luis e a Parede.

– Giovanni Bianco está por trás das capas de seus CDs. Começou a gostar mais de moda depois de conhecê-lo? “Foi com ele que comecei a me interessar mais pelas roupas dos meus shows. Acho que fiquei mais feminina. Agora tenho meu próprio stylist, Milton Castanheira. Não iria dar conta de cantar e ter também que me produzir.”

– Você também tem moda no sangue: é irmã de Helô Rocha… “Moda é uma coisa saudável se usada com consciência. Ajuda na sua autoestima, muda teu humor. Hoje sou mulherzinha no meu dia a dia, mas gosto de usar muito jeans e vestido. Como ando muito a pé pelo Leblon não tem como ser de outro jeito. Quero estar confortável. Mas quando saio à noite, uso saltão, renda, transparência.”

– Qual a sua dica fashion? “Compro muito Stella McCartney, Isabel Marant, Têca, Isabela Capeto. Gosto muito da Capeto porque ela tem muitas coisas artesanais. Aprendi a comprar muito bem com a minha irmã. Agora sei gastar com coisas que realmente valem a pena. A dica é gastar com aquilo que você usa muito, no seu dia a dia. Compra um jeans bom e caro, e tudo bem.”

Looks de Roberta Sá com o dedo do stylist Milton Castanheira

– Uma de suas primeiras músicas de sucesso apareceu na trilha de “Celebridade”. Desde então, você esteve em várias outras tramas da Globo. “Acho superimportante estar em uma trilha. Acabei de viajar fazendo shows por várias cidadezinhas, passei pela Amazônia, lugares em que a TV é na praça. A gente que mora nas capitais não imagina que seja assim. As pessoas se atualizam pelas novelas. E eu sou supernoveleira. Cresci vendo novela. E não importa a classe social: todo mundo assiste! Sempre que vem uma nova, torço para entrar uma música minha.”

– Em apenas dez anos de carreira, já é considerada uma das melhores cantoras de sua geração. Como se sente? “Trabalhar com música não é fácil. Mas apesar de crises nas gravadoras, me sinto privilegiada. Estou com a Universal desde meu primeiro trabalho e gravo meus discos na hora que quero.”

– Rio de Janeiro ou São Paulo? “Adoro São Paulo. A cidade trata melhor a música do que o Rio. Tem mais lugares para trabalhar. Vejo pelos meus amigos músicos daqui e os de lá. Em São Paulo, a gente tem muito mais Sesc, muito mais casas de eventos e shows, ganha mais visibilidade.”

– E o seu bairro preferido pela capital paulista? “Adoro a Vila Madalena! É minha cara, né? Amo o Genial, Filial e o Genésio. Eles vão abrir também o Mundial e não vejo a hora. A Vila Madalena é como o Leblon, onde moro. Posso caminhar pelas ruas tranquila.”

– Natal, onde nasceu, também acolheu sua música? “Depois que abriu o Teatro Riachuelo por lá, a cena cultural mudou muito. É maravilhoso. Acho que agora com a internet, essa história do regionalismo não existe mais. Está mais fácil aparecer em todos os lugares. As pessoas procuram, buscam te conhecer. Recebo um carinho enorme dos fãs no nordeste.”

– Depois de cantar com a OSUSP, onde mais você gostaria de se apresentar? Ah, são tantos lugares… No Olympia, em Paris, no Carnegie Hall, em Londres, no Coliseu, em Lisboa… São salas clássicas que acredito ser o sonho de qualquer cantor. Entre as apresentações que mais me emocionei foi quando entrei na Sala São Paulo e no Theatro Municipal do Rio. São dois lugares mágicos.”