10.07.2020  /  9:45

Robert De Niro afirma em processo de divórcio que a pandemia ‘dizimou’ suas finanças

Robert De Niro || Créditos: Reprodução

Dono de uma fortuna estimada em US$ 500 milhões (R$ 2,68 bilhões), Robert De Niro usou a desculpa de que a pandemia de Covid-19 “dizimou quase que completamente” suas finanças para pedir que um pedido de aumento de pensão feito por sua ex-mulher, Grace Hightower, seja negado no processo de divórcio dos dois que corre em um tribunal de Nova York. Casados durante 20 anos e separados desde o fim de 2018, os dois desde então brigam na justiça por causa de dinheiro.

No mais recente perrengue, Hightower pediu que seus advogados solicitassem um aumento do limite de seu cartão de crédito, de US$ 50 mil (R$ 268,5 mil) para US$ 100 mil (R$ 537 mil), o que foi protestado pela defesa do astro de “Taxi Driver” sob a alegação de que seus negócios foram fortemente afetados pela crise do novo coronavírus, e isso o forçou a apertar o cinto de todos os jeitos possíveis.

Além do sucesso que faz em Hollywood, onde tem um dos maiores cachês, De Niro também sempre foi um investidor nato e usou parte de seus ganhos no cinema e na televisão para se aventurar em outras áreas. Ele é sócio, por exemplo, da rede de restaurantes japoneses Nobu e do Greenwich Hotel, além de outros empreendimentos do tipo que precisaram ser temporariamente fechados por causa da doença do momento.

Só o Nobu teria amargado prejuízos de US$ 3 milhões (R$ 16,1 milhões) em abril e de US$ 1,87 milhão (R$ 10 milhões) em maio, conforme consta nos autos da ação. Também apareceu nos papeis oficiais um detalhe sobre um acordo pré-nupcial assinado por Hightower e De Niro, de acordo com o qual ele estaria obrigado a pagar uma pensão para ela de US$ 1 milhão (R$ 5,37 milhões) anuais, mas desde que faturasse mais de US$ 15 milhões (R$ 80,5 milhões) a cada ano, caso contrário a soma cairia proporcionalmente.

“O senhor De Niro vive um momento financeiro delicado, e terá muita sorte se conseguir terminar o ano com rendimentos de US$ 7,5 milhões [R$ 40,3 milhões]”, argumentaram os advogados do ator de 76 anos. Desse total, US$ 2,5 milhões (R$ 13,4 milhões) seriam referentes ao salário dele por “O Irlandês”, sendo que uma segunda parte pelo mesmo trabalho só será paga em 2021. “Trata-se de alguém que não pode sequer pensar em aposentadoria”, concluíram seus defensores. (Por Anderson Antunes)