10.03.2018  /  9:00

Ricardo Tozzi empolgado com o primeiro vilão revela que coronelismo da novela ainda existe no Brasil

Ricardo Tozzi || Créditos: Bruna Guerra

Ricardo Tozzi será o vilão Xavier Vidal na próxima novela das seis, “Orgulho e Paixão”, que estreia dia 20 de março. O personagem é um inescrupuloso dono de cafezal, que gosta de corridas de moto, mas trapaceia para vencê-las. “Ele tem uma ambição e se sente meio dono da cidade, não quer que nada incomode ele. Ele coloca fogo, explora funcionários, bate nas pessoas. Meu primeiro vilão e adorei. É um desafio, estava na hora de botar meu lado ruim pra fora e não é fácil, tem uma verdade que não é minha”, conta.

A novela mostra o coronelismo do interior de São Paulo, no início do século XX, e Ricardo Tozzi lembra de um episódio de sua vida que o deixou horrorizado, mostrando que isso ainda existe no Brasil. “Estive há três anos no interior de um estado do Norte, para um desfile de uma loja e o proprietário me buscou no aeroporto, com um carrão… Em uma viagem de três horas, ele me disse ‘aqui não tem problema nenhum, a gente resolve tudo’. Fiquei curioso: ‘Que raro!’. ‘Aqui a gente mata doentinho’. Então, perguntei: “Como assim?”. Ele respondeu: ‘A gente mata os viadinhos’. “Gente, é um coronel! Eles matam os gays. Fiquei com vontade de voltar dali. O Brasil é muito grande, tem muita diversidade cultural e social, e tem muito coronel por aí”, conclui.

O ator não conseguiu participar da preparação de elenco porque estava em cartaz com a peça “Os Guardas do Taj”, ao lado de Reynaldo Gianecchini, em Portugal. “Eu já andava de moto e ando a cavalo, mas a Globo me liberou por causa da peça. Cheguei gravando logo, foi um pouco estranho, porque é muito gostosa a preparação, você interage com as pessoas e cria uma intimidade. Para o ator é bom ter essa proximidade cênica porque novela não tem ensaio. Mas como minha peça estava bombando em Portugal, fiquei muito feliz de qualquer forma”, garante. A peça continua em São Paulo, até abril, depois vai para o Rio de Janeiro, o que é bem cansativo para Tozzi. “Tranquilo não é, mas é recompensador. Eu e o Giane já éramos irmãos, então é bom porque a peça conta a história de dois amigos.”