Ricardo Pereira solta a voz e comenta novos projetos, casamento, ciúme e escândalos sexuais

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Ricardo Pereira  ||  Créditos: Reprodução Facebook

Ricardo Pereira está escalado para sua terceira novela de época – e seguida! Ele será Virgílio e fará par romântico com a personagem de Marina Ruy Barbosa na próxima novela das 7 da Globo, “Deus Salve o Rei“. E não para por aí. Português que vive na ponte aérea Rio de Janeiro-Lisboa, o ator está a todo vapor com projetos profissionais e pessoais. Pai de três filhos, de seu casamento com a atriz portuguesa Francisca Pinto, o ator se derrete pela mulher e entrega seus planos futuros em conversa exclusiva para o Glamurama.

Fazer novela de época é diferente

“Qual o motivo de me escalarem para tanta novela de época? Tenho cara de época? Não sei… Passei um período da minha infância vendo muito cinema francês e na adolescência costumavam dizer que eu era muito parecido com o Alain Delon – amo esse elogio! Aliás, sem barba fico 15 anos mais novo. Tenho sido escalado para um montão de projetos de época e artisticamente é um desafio muito interessante que me permite ir além, sair um pouco da curva, sair do que as pessoas estão acostumadas a ver. É muito bacana poder compor personagens. Em ‘Liberdade, Liberdade’ [novela das 11 da Rede Globo] eu tinha bigode e costeletas – visual que fez um sucesso tremendo. Em ‘Novo Mundo’ [trama das 6 da Globo] tinha cabelão e uma barba imensa. Agora estou com corte moicano. Para mim é muito interessante conseguir marcar esses personagens diferentes, cada um com seu estilo, cada um com sua vibe e pensamento.”

Ricardo em “Liberdade, Liberdade”, “Novo Mundo” e “Deus Salve o Rei”
|| Divulgação/TVGlobo

Escândalos Sexuais

“Nunca presenciei esse tipo de escândalo. Até uma das atrizes que acusou o Harvey Weinstein, a italiana Asia Argento, foi meu par romântico no filme ‘Cadências Obstinadas’ de Fanny Ardant, por isso fiquei mais atento a essa história. Mas nunca assisti a nada e também não aconteceu comigo. Mas isso é uma coisa que não acontece só no nosso meio. É algo que acontece em todo lugar e é muito constrangedor, difícil de lidar ainda mais quando acontece com pessoas tão novas. Tem determinadas coisas que gostaria de acreditar que o mundo evoluiu de uma outra maneira e em um outro caminho. Obviamente para confirmar que a nossa evolução está acontecendo, existem exceções. Tem coisas que estavam enrustidas e estão vindo à tona, e são importantes para deixarmos claro algumas atitudes, corrigir e tentar que esses comportamentos não se repitam. E é de muita coragem o que essas mulheres fizeram e estão fazendo.”

Fã de séries. Vem alguma por aí?

“Assisto muito e isso é um problema porque tenho três filhos e eles acordam cedo. Às vezes fico até bem tarde com minha mulher assistindo TV e quando você vê já é de madrugada, tem crossfit de manhã, precisa levar as crianças para a escola e estou morrendo de sono. Seriados são um vício e quando são bons, são muito bons. Eu curto muito e não ligo para spoilers, vejo assim mesmo. Cinema e seriado, passo muito tempo com esses hobbies. Sou um espectador de televisão e isso me consome um tempo. Estou me dividindo hoje entre o final de “Game of Thrones”, acabei com “Vikings”, estou vendo “The Americans”, “Homeland” e “Girls”. Já quero começar “Marco Polo”, o documentário do Woody Allen. Eu adoraria fazer um. Tive a chance de fazer uma participação bem interessante em “Filhos da Pátria” [seriado produzido pela Rede Globo] e foi brilhante. Quem sabe meu próximo trabalho na Globo não seja uma série. Eu queria. Quem sabe algo de ação, bem contemporânea, com um personagem do submundo…

Veremos Ricardo do outro lado da telinha, produzindo?

“Já produzi muito teatro, mas TV é mais difícil. Tem dois filmes que quero produzir. Um é segredo ainda porque é sobre uma figura muito interessante em Portugal que marcou muitas gerações. O  outro é uma pré-produção com o Caio Blat, que é uma pessoa que eu estimo muito e trabalhamos muito juntos. Acabei de rodar o longa ‘Golpe de Sol’, do cineasta Vicente Alves Do Ó, e uma comédia romântica ‘Alguém Como Eu’ com a Paolla Oliveira, que vai estrear no começo de 2018. Então tenho que arrumar um tempo para tocar meus projetos.

Sua mulher, Francisca, que também é atriz, sente ciúmes de vê-lo em cenas mais picantes?

Ela não tem nenhum ciúme. Estamos juntos há 11 anos e trabalho nesse meio há 24 anos. Então quando ela me conheceu já fazia isso. E quando as coisas acontecem, é porque as pessoas estão disponíveis para isso. Eu procuro dar muita segurança e ela me retribui e entende muito a minha profissão. A gente é muito parceiro, ela assiste tudo, vira amiga dos meus pares românticos e é a mulher da minha vida.”

O quarto filho vem por aí?

“Minha mulher fala nisso. Mas calma, estou curtindo um Vicente, uma Francisca e uma Julieta. Vamos com calma. Meu filho fala que está faltando o Romeu, mas a mãe quer um Jaime. Então vamos deixar rolar.” (Por Paula Barros)

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