18.04.2019  /  12:39

Representatividade é a força de Beyoncé no documentário “Homecoming”. Glamurama ama!

Beyoncé no Coachella 2018 || Créditos: Reprodução

“Têm rainhas aqui?” Essa foi uma das frases mais repetidas por Beyoncé nos dois shows épicos realizados no Festival Coachella 2018, que acabam de virar o documentário ‘Homecoming’, lançado nessa quarta-feira, na Netflix. Apesar de suas mais de duas horas de duração, que inicialmente pode gerar uma certa preguiça, aperte o play já. O doc prende a atenção logo nos minutos iniciais e aí não tem como largar, tamanho o fascínio que Bey é capaz de exercer nos espectadores, mesmo em quem não é tão fã assim de seu trabalho, ao mostrar a busca incansável da artista para criar um show de representatividade, especialmente voltado para mulheres e população negra de origem africana dos Estados Unidos.

Desde que ficou acertada a participação dela no festival – que teve que ser cancelada em 2017 por conta da gravidez inesperada -, Beyoncé tinha como propósito enaltecer a cultura negra e buscou trazer para seu staff, banda e corpo de bailarinos, pessoas que pudessem se sentir representadas por sua história e arte. O que se vê é um mix perfeito de entretenimento e engajamento.

O que Beyoncé não mostra no seu dia a dia, como a rotina com a família, ela abriu sem pudor neste documentário. Em um dos momentos mais emocionantes, ela conta que a gestação de Sir e Rumi foi uma surpresa – acabando com os burburinhos de uma possível inseminação artificial – e que foi de alto risco, tanto que foi obrigada a fazer uma cesariana de emergência, já que o coração de um dos bebês parou de bater algumas vezes. E ela também mostra como foi a sua luta contra o peso. Quando os gêmeos nasceram, Queen B estava com 99 quilos e tinha poucos meses para voltar à antiga forma e recuperar a resistência física para brilhar nos palcos. Focadíssima, ela conseguiu seu objetivo, com uma dieta bem restritiva, muitos exercícios e ensaios de horas e horas: “Eu tenho fome”, repetia a cantora.

Uma das cenas no melhor estilo “gente como a gente”, mostra Beyoncé celebrando o emagrecimento e o fato de entrar em um de seus figurinos antigos. Nessa hora faz uma ligação de vídeo para o marido Jay-Z para contar a conquista, mas ele não se mostra tão impactado: “Legal”, resume ele. Ao desligar o celular, uma amiga que estava com Beyoncé ri da situação: “Por que os homens não ligam para isso?”, e ela responde com aquela cara que só as mulheres entendem…

No final das contas, o que fica claro é que Beyoncé usa o seu poder para faturar alto, mas com um propósito bem definido: enaltecer o feminismo negro, que precisa de representatividade, assim como a cultura negra americana. Vale cada minuto e é um ótimo programa para o feriado. Glamurama amou!