05.12.2018  /  12:32

Primeiro desfile “fur free” da Chanel tem couro vegano feito com a fibra do abacaxi

Kaia Gerber e Pharrell Williams no defile de Metiers d’Art 2018/19 da Chanel || Créditos: Reprodução Instagram

O ano era 1931. Coco Chanel desembarcava em Nova York com sua entourage e muitas bagagens. Oitenta e sete anos depois, a maison segue cruzando o oceano com estilo. Na noite dessa terça-feira, o Metropolitan Museum of Art foi palco pela primeira vez em 30 anos de um desfile de moda, transformando parte da ala egípcia e o Templo de Dendur em passarela para a Chanel apresentar a coleção Metiers d’Art, um gênero exclusivo da label para lembrar seu savoir-faire.

Nesta edição, reuniu, como de costume, peças feitas à mão nos 26 ateliês especializados da Chanel, explorando o mais o que há de mais luxuoso em seu artesanato (bordados, plumas, joias e modelagens especiais). O clássico tailleur Chanel ganhou gola mais larga e colares pesados que teriam passe-livre para circular entre a elite egípcia antiga. Destaque também para os vestidos grafitados criados em parceria com o artista Cyril Kongo, uma homenagem à cultura de rua novaiorquina.

Nem tudo o que reluz é ouro, mas a marca chegou perto disso. Integraram o casting Pharrell Williams, que está desenvolvendo uma coleção inteira para a maison (o lançamento acontece no dia 29 de março) e Kaia Gerber, filha de Cindy Crowford, que estreou esse ano como estilista em coleção-cápsula co-criada com Karl Lagerfeld. Na fila A, quem mais chamou a atenção foi Blake Lively, Julianne Moore e Penélope Cruz, estrela da campanha da coleção Cruise 2018/2019.

Croquis criados por Karl Lagerfeld, representando Coco Chanel segurando a estátua da liberdade, foram espalhados por Nova York dias antes do desfile, mostrando uma intenção da marca em ampliar sua popularidade na cidade.

Vale lembrar, que nesta semana, a maison se uniu ao grupo de marcas de luxo que baniram totalmente o uso de peles de origem animal em suas coleções. “Tornou-se cada vez mais difícil encontrar peles exóticas que correspondam aos nossos padrões éticos”, disse Bruno Pavlovsky, presidente de moda da Chanel. “Enquanto isso, estamos investindo muito em pesquisa e desenvolvimento, e as inovações em materiais alternativos que estão acontecendo em nossos ateliês são fenomenais.” A decisão já se reflete neste desfile, a exemplo de material que parecia couro de lagarto, mas na verdade era feito de abacaxi vegano. Novos tempos!

Abaixo, os melhores cliques da apresentação: