06.11.2017  /  14:56

Preso no fim de semana, príncipe Alwaleed ficou US$ 1,2 bi menos rico nesta segunda

Alwaleed bin Talal || Créditos: Getty Images

Preso no fim de semana durante uma surpreendente ação anticorrupção organizada a mando do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, o príncipe e bilionário Alwaleed bin Talal já sentiu no bolso as consequências de ter ido parar atrás das grades em circunstâncias tão atípicas: só nesta segunda-feira, a fortuna dele diminuiu mais de US$ 1,2 bilhão (R$ 3,94 bilhões) por causa do desânimo e da preocupação dos investidores frente ao escândalo e em relação à empresa de investimentos dele, a Kindgom Holding, cuja ação desabou mais de 5% na bolsa saudita Tadawul.

É por meio da Kingdom que Alwaleed mantém fatias significativas em empresas como Twitter, Citigroup e Disney, e a fortuna total dele agora é de US$ 16,7 bilhões (R$ 54,8 bilhões). A propósito, da última vez que ele teve problemas na justiça, o papel que assumiu era bem diferente, de acusador: foi em 2013, quando decidiu processar a revista americana “Forbes” por ter calculado seu patrimônio em “apenas” US$ 20 bilhões (R$ 65,7 bilhões) – na época, Alwaleed jurou que tinha perto de US$ 30 bilhões (R$ 98,5 bilhões) e exigiu uma retratação pública da publicação. O caso acabou sendo resolvido fora dos tribunais, com um acordo entre as partes.

Longe do enxugamento na conta bancária, no entanto, o maior problema dele é mesmo Mohammed, um primo distante que se tornou o favorito para suceder o rei Salman no trono. Aos 32 anos e tido como “modernizador”, “calculista” e “imprevisível”, o jovem príncipe é do tipo que toma grandes decisões em segundos sem se preocupar muito com as consequências, tanto que no ano passado ele fez uma oferta de € 500 milhões (R$ 1,9 bilhão) pelo iate do bilionário russo Yuri Shefler momentos depois de ver a embarcação ancorada no sul da França. Yuri, que havia desembolsado US$ 330 milhões (R$ 1,08 bilhão) pelo brinquedo que batizou “Serene”, fechou o negócio na hora e até hoje se diverte relembrando a história com amigos. (Por Anderson Antunes)