Pedro Scooby
Por Daniel Klajmic

Engravatado, Pedro Scooby revela: “Não me sinto uma celebridade, mas um bon-vivant da porra”

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Um dos maiores surfistas de ondas grandes da atualidade, Pedro Scooby trocou a pressão dos campeonatos pela liberdade do free surf, mas não deixou de vibrar ao ver nos Jogos Olímpicos, em julho, a prova de que os melhores do mundo na modalidade são brasileiros. O atleta, que está no momento mais confortável da sua carreira, se lançou nos negócios para viver com essa mesma qualidade no futuro.

“Quero ser lembrado como uma pessoa que soube curtir a vida. Não me sinto uma celebridade, mas um bon-vivant da porra”

Pedro Scooby
Por Daniel Klajmic

Aos 32 anos, Pedro Scooby não quer mais nada. Um dos maiores atletas de free surf da atualidade e sempre cotado entre os melhores da Liga Mundial (WSL) na premiação anual de ondas gigantes (XXL), ele diz ter chegado a um lugar tão confortável que só pode almejar “vida longa a essa vida”. Mas se antes da pandemia – e do casamento com a modelo Cíntia Dicker – era adepto ao estilo “deixa a vida me levar”, sem ter sequer endereço fixo, a chegada aos 30, segundo o próprio, “mudou uma chave” e o fez enxergar “para além do surfe”. Acostumado a recorrer ao apartamento de um amigo para ficar com os filhos Dom, Liz e Ben – que vivem em Portugal e são fruto de seu casamento com a atriz Luana Piovani –, Scooby sentiu a necessidade de um lar. “Eu viajava o mundo, estava em todos os lugares. Tinha tudo, mas não tinha nada”, diz o surfista, que comprou uma casa não apenas na praia de Cascais, em Portugal, mas terrenos em Minas Gerais e na Bahia. No meio desse processo, também se lançou nos negócios: investiu na marca de joias Sal, Água & Alma e se tornou sócio da startup de biotecnologia Visto.bio. “Minha carreira está em ascensão, mas tenho que cuidar para continuar com a mesma qualidade de vida”, explica.

Sua cabeça, ele conta, não mudou nada. “Continuo achando que minha mochila é a minha casa”, resume. “Mudei faz um ano, mas se fiquei quatro meses em Portugal foi muito”, diz. Entre uma viagem e outra, foi da casa nova que acompanhou a estreia do surfe nos Jogos Olímpicos de Tóquio e vibrou com os atletas “arrebentando” e mostrando que “os melhores do mundo são brasileiros”. “Os dois [Ítalo Ferreira e Gabriel Medina] arrebentaram, o ouro do Ítalo foi merecido, mas era pra ser uma final brasileira, houve injustiça por parte dos juizes.”

O que mais importa, segundo Scooby, é sempre o presente. E todos os pedidos que faz – de estrela cadente à aniversário – são sempre saúde e paz. A paz, vez ou outra, pode parecer interrompida. Seu relacionamento com Luana Piovani, com quem foi casado de 2013 a 2019, está sempre na mídia: são desavenças que envolvem a criação dos filhos a namoradas como a cantora Anitta, que namorou o surfista em 2019. “Nunca fui atrás de pessoas famosas, mas a partir do momento que escolhi, sei que vão falar e tenho duas escolhas: me importar ou não”, resume Scooby, que diz expor sua vida pessoal para incentivar as pessoas a levar uma vida boa. “Quero ser lembrado como um cara que soube curtir a vida. Não me sinto uma celebridade, mas um bon-vivant da porra.” Quando olha para trás, inclusive, o atleta vê com bons olhos até as dificuldades. Criado em Curicica, zona oeste do Rio de Janeiro, ele conta ter encontrado no esporte sua salvação. De família pobre, foi por meio do surfe, aos 15 anos, que conseguiu ajudar no sustento de sua casa, após ver seu pai ser preso e “depois sumir”. A reconciliação dos dois, que não se falavam muito desde então, aconteceu apenas no ano passado. “É difícil chegar na frente de alguém e pedir desculpas, da parte dele, mas da minha também”, diz o atleta, que não entra em detalhes sobre a vida do pai. “Graças a Deus não foi tarde demais e hoje estamos bem.” Ainda que viva 100% o agora, Scooby não ignora de todo o futuro. Com Cíntia, ele planeja ter muitos filhos e tem como sonho viver uma vida mais tranquila na fazenda. “Já viajei tanto, acho que chegará o momento que vou querer ficar no meu cantinho”, revela o surfista, ainda que logo corrija: “É muito louco pensar no futuro. Na verdade, não sei nem o que quero fazer amanhã”.

Por Daniel Klajmic
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