23.05.2018  /  14:22

Pela primeira vez em mais de 100 anos, Bolsa de NY e Aston Martin terão presidentes mulheres

Stacey Cunningham e Laura Schwab || Créditos: Getty Images

A onda do empoderamento fez dois novos grandes nomes no mundo corporativo global só nesta semana, com as nomeações da primeira mulher encarregada de presidir a Bolsa de Valores Nova York em seus mais de 226 anos de história e da primeira CEO da marca de carros de luxo britânica Aston Martin, que depois de 105 anos finalmente vai ser comandada por uma representante do sexo feminino. As pioneiras são, respectivamente, as americanas Stacey Cunningham, funcionária da “New York Stock Exchange” desde 1994, e Laura Schwab, que já era a presidente da Aston Martin nos Estados Unidos.

No caso de Cunningham, que vai substituir o atual presidente da bolsa Thomas Farley a partir de sexta-feira, ela terá nas mãos um gigante com mais de US$ 20 trilhões (R$ 73 trilhões) em capitalização (ou quase um terço da soma das riquezas de todos os pregões do mundo), que, se der um espirro, é capaz de causar uma pneumonia nos mercados globais. Muito marmanjo treme só de pensar, mas a executiva disse em um comunicado que está “animadíssima com o desafio”. Em tempo: a bolsa eletrônica Nasdaq, onde todas as bolsas de valores dos Estados Unidos estão listadas, tem uma presidente mulher desde o começo do ano passado, a poderosa Adena Friedman, nome respeitado e temido em Wall Street.

Schwab, por sua vez, assume o volante de uma das marcas que são sinônimo de poder e que mais estão presentes no imaginário dos homens, e está completamente ciente da importância que isso tem. “Esse é um momento essencial para as mulheres de todas as partes do mundo e não apenas da indústria automobilística”, ela afirmou em nota. Um de seus maiores desafios será justamente promover a abertura do universo dos carros para elas, a começar pela própria Aston Martin, que emprega poucas mulheres entre seus 2,5 mil funcionários. “Eu estou desesperada atrás de mais interessadas em carros”, Schwab contou numa entrevista que deu para a rede americana “ABC”. “Muitas têm medo, e espero servir de exemplo: se eu consegui, outras também podem”. You go, girl! (Por Anderson Antunes)