17.12.2018  /  8:05

Paul Simon afirma que João de Deus não conseguiu curá-lo de “pesadelos crônicos”

Paul Simon || Créditos: Getty Images

Paul Simon está entre os vários famosos internacionais que viajaram até Abadiânia, em Goiás, exclusivamente para serem tratados por João de Deus. O cantor americano baixou na cidadezinha de pouco mais de 17 mil habitantes no ano passado, depois de ver o médium no “The Oprah Winfrey Show”, e em busca de uma “cura” para algo que o aflige desde a infância: os sonhos extremamente violentos que tem frequência, até hoje inexplicados pelos profissionais da medicina tradicional.

Ao fim da visita na Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium e agora acusado de vários crimes sexuais atendia até recentemente dezenas de pessoas por dia vindas de todos os cantos do mundo, o dono do hit “Bridge Over Troubled Water” junto com o parceiro Art Garfunkel, da dupla Simon & Garfunkel, até cantou para as outras pessoas que estavam lá, porém não obteve a graça que esperava ter alcançado no lugar.

“Ele não fez nada de efetivo comigo que resultasse em meu ‘conserto’, se é que essa é a palavra certa”, Simon, que se despediu dos palcos em setembro, disse em uma entrevista para a “NPR”, a rádio pública dos Estados Unidos. Assim como muita gente lá fora, o ícone do folk rock americano ouviu falar de João de Deus pela primeira vez no extinto talk-show de Winfrey, que exibiu um perfil do brasileiro pela primeira vez em 2010.

Três anos depois, a própria apresentadora esteve em Abadiânia para se encontrar com o curadeiro, desta vez para gravar um episódio de outro programa, o “Super Sould Sunday”. “Senti uma coisa muito forte, muito além daquilo que esperava. Achei que iria desmaiar”, Winfrey relatou para seus telespectadores na época (em uma nota que divulgou na semana passada, ela afirmou que se solidariza com as supostas vítimas dele).

“Não temos a capacidade de entender os grandes mistérios da vida e a existência ou não de um deus e do infinito”, Simon falou no bate papo com o pessoal da “NPR”. “E isso é ótimo, porque não nascemos pra isso. Mas acho a busca [pelo entendimento dessas coisas] muito interessante. De certa forma é isso que nos mantêm vivos, e a partir do momento que perdemos o interesse nisso estamos ferrados”, completou. (Por Anderson Antunes)