22.07.2019  /  18:14

‘Onde Está Meu Coração’, nova série da Globo, encerra gravações e se despede de São Paulo

Amanda (Letícia Colin), David (Fábio Assunção), Sofia (Mariana Lima) e Luisa Lima (diretora) nos bastidores da gravação // Divulgação

Depois de quatro meses, as gravações da série ‘Onde Está Meu Coração’ chegaram ao fim. Ambientada em São Paulo, a trama tem a arquitetura e a velocidade da capital paulista como elementos fundamentais para ajudar a contar o drama de Amanda (Letícia Colin), uma brilhante e idealista médica de classe média alta que mergulha no mundo obscuro da dependência química, em busca de amor e afeto.

Desde o início, a cidade “atuou” como um personagem sensorial por meio de suas ruas, concreto, pessoas e excessos materiais. Para isso, a equipe fez escolhas certeiras de cenários, como o apartamento do casal Amanda e Miguel (Daniel de Oliveira), que é assinado pelo ícone da arquitetura brasileira Paulo Mendes da Rocha. “A casa do casal só poderia ser um projeto modernista que deseja resolver todas as questões, mas não consegue decifrar as mais íntimas do coração”, explica Marcos Pedroso, diretor de arte da série.

Outro cenário muito explorado foi a casa projetada por Ruy Ohtake, outro grande arquiteto, com designer de interiores de Marcio Kogan. Saindo um pouco do centro da capital paulista, a série também foi gravada no porto de Santos, ambiente das cenas do drama particular de Sofia (Mariana Lima), mãe de Amanda.

‘Onde Está Meu Coração’ foi rodada inteiramente em locações – zero estúdio -, contando também com a beleza e imponência de lugares como Memorial da América Latina, Parque do Ibirapuera e Museu de Arte Moderna – criados por Oscar Niemeyer – e em ruas, avenidas e viadutos do centro de São Paulo. A obra é um convite a uma reflexão profunda sobre a necessidade do amor, da empatia e de sólidas relações afetivas no tratamento da dependência química. “O afeto e o amor são sentimentos da mesma natureza, efêmera, enigmática e poética da falta. A falta que temos de dinheiro e de amor é o que nos move, mas também é o que nos paralisa e nos joga em um buraco. Achamos então que as redes afetivas, familiares e de amigos têm a capacidade de salvar as pessoas, e isso devemos entender por completo, de forma clara”, dizem os diretores George Moura e Sergio Goldenberg, que arrasaram recentemente com a supersérie ‘Onde Nascem os Fortes’.