17.09.2019  /  11:43

“O trabalho me rejuvenesce”, diz Susana Vieira, de volta à TV em “Éramos Seis”, próxima novelas das seis

Glamurama conversou com Susana Vieira no evento de lançamento da próxima novela da seis da Globo, ‘Éramos Seis’, que rolou no Rio. Animadíssima como sempre, quando o assunto é trabalho, já saiu falando de sua personagem na trama que estreia dia 30 de setembro e vai substituir “Orfãos da Terra”: “ A Emília é tia da Lola, que a Glorinha faz (Glória Pires). É uma tia rica, esnobe. Se vai ajudar a família? Claro que não, vou fazer a tia má”, disse, às gargalhadas para a felicidade dos fãs.

“Vocês me chamam de diva, mas eu não me sinto. Estou aqui bonita, renovada, porque o trabalho me rejuvenesce”, declarou, visivelmente emocionada, depois de passar um tempo afastada das telas por causa de um câncer. “É uma alegria trabalhar com a Glorinha, que peguei no colo. Hoje ela cuida de mim. Fazemos aniversário no mesmo dia e este ano comemoramos juntas. Minha família está nos Estados Unidos e ela me levou para jantar com a dela. Foi ótimo!”.

Após dois anos longe da TV – sua última aparição foi como a vilã Cora na série “Os Dias Eram Assim’ (2017) – a atriz volta na pele da aristocrática Emília no remake. “Se o público está querendo uma novela como essa de volta, fico encantada de fazer. Se já foi feito em outras emissoras, com grandes atrizes, só pode ser coisa boa e para mim é uma grande alegria”, comenta, sobre a trama escrita por Angela Chaves, baseada na novela original de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho.

Susana Vieira na pele de Emilia em ‘Éramos Seis’ // Divulgação

Apesar de ter posses e apreço pela família, Emília vai manter distância das sobrinhas, sem ajudar Lola e sua família que passam por dificuldades financeiras. Mas Susana defende a esnobe personagem e não a considera uma vilã. “Ela não é antagonista da Lola. Acho que nesta novela ninguém chega a fazer mal para ninguém, não é uma novela típica. Não tem assassinato, não tem essa maldade. É uma trama das antigas, não tem polêmica. É sobre relações humanas, que eu acho mais importante que tudo, mais enriquecedor”.

E detalha: “Ela é uma mulher amargurada porque é fina, de família aristocrata, 400 anos de São Paulo, rica, e tem uma filha com distúrbio mental. E tem uma outra filha que foi estudar num colégio na Suíça porque não quis que convivesse com a filha doente”, diz, referindo-se aos papéis das atrizes Julia Stockler e Joana de Verona, que vivem respectivamente, Justina e Adelaide.

Aos 77 anos e com 50 de carreira, a Susana que segue se tratando de uma leucemia linfocítica crônica, esbanjou vitalidade e falou da importância do trabalho em sua vida. “Trabalho desde os 16 anos, porque quis, sou artista”, disse. “Acho até que abri mão da minha vida pessoal por causa do trabalho. Hoje tenho essa consciência, já me perguntei se fiz bem ou mal. Mas não foi por querer, fui aceitando o que vinha. Na nossa profissão, como não é emprego fixo, funcionalismo público, quando te convidam para fazer TV e teatro ao mesmo tempo, por exemplo, damos um jeito e vamos, queremos trabalhar. A gente acaba fazendo tudo que pinta. Mesmo hoje, economicamente mais segura, se parar de trabalhar um tempo, aquele dinheiro lá que tenho, gasto, não sou de guardar. E o trabalho me faz bem, é só olhar para mim”, completou ela que pode ser vista na reprise de “Por Amor”, que anda fazendo repetindo o enorme sucesso que fez 20 anos atrás. (por Brunna Condini)