22.01.2019  /  13:52

O nome dela é Jeniffer e você vai escutar – e falar – muito sobre ela em 2019. À entrevista!

Jeniffer Nascimento com agenda lotada até 2020 || Créditos: Reprodução / Divulgação

Para quem acha que ela brilhou em 2018, prepare-se! Um dos principais nomes do showbiz nacional no ano passado, Jeniffer Nascimento – que venceu o Popstar – está com a agenda lotada em 2019 e cheia de novidades na vida pessoal. E engana-se quem acha que ela está se “dando bem” por conta do hit do momento, “O nome dela é Jennifer”, de Gabriel Diniz. “Depois que lançou essa música meus anos de carreira se resumiram a ‘Jennifer do Tinder’. Todo mundo que me vê diz isso, até as crianças. Já achei engraçado, já não gostei, mas entrei na onda e hoje danço quando as pessoas falam”, se diverte ela. Prestes a estrear na novela “Verão 90”, na Globo, com uma personagem gente boa, a atriz também será a protagonista do musical “A Cor Purpura”, que tem estreia prevista para o segundo semestre, quer levar seu show para o público, vai casar, mudar de casa e ainda pensar nos projetos de 2020. A questão que fica? Vai dar tempo de fazer tudo isso e ainda ter lua de mel? No papo com o Glamurama, ela conta tudinho. (Por Fernanda Grilo)

Glamurama: Fale um pouco sobre a Kika, sua personagem em “Verão 90”?
Jeniffer Nascimento: A Kika é assistente de direção, profissional que faz um pouco de tudo dentro de um set de filmagem. Ela quer ajudar a amiga Manuzita (Isabelle Drummond) a voltar a fazer sucesso e ser atriz, então está sempre ajudando a criar oportunidades. Também vou contracenar muito com o Humberto Martins, que faz o Herculano, pois serei seu braço direito no trabalho. A personagem é uma das mais leves que já fiz, positiva, quer resolver os problemas de todo mundo e precisa sobreviver, estão está sempre caçando “frilas” e possibilidades de trabalho.

Glamurama: A novela passa na década de 1990, época de sua infância. Quais suas lembranças?
JN: Para mim, brincar na rua é muito forte, jogar taco, por exemplo. Também lembro que ganhei o “Meu Primeiro Gradiente”, gravador que vinha com microfone e foi aí que tive o primeiro contato com a música. Amava a MTV. E não dá para descartar a “chegada” da internet nas casas, com aquela conexão ruim… O legal dessa época é que a gente tinha mais expectativas em relação as novidades. Para ouvir a música do seu ídolo tinha que esperar lançar o CD, para falar com quem estava longe mandava uma carta e esperava a resposta com certa ansiedade. Hoje é tudo mais fácil e rápido, falta para essa geração a expectativa pelo novo.

Glamurama: O que mais mudou de lá para cá?
JN: Principalmente a tecnologia, avançou muito. Você quer aprender algo, é só pesquisar no Youtube, sempre vai ter informação. Mas, ao mesmo tempo, é perigoso e tem problema com as fontes. Como você vai saber se a pessoa tem propriedade para falar aquilo? Precisa ter filtro. Nos anos 1990, a gente era mais leve, solar… A rede social e a tecnologia mostraram tudo: para o bem e para o mal. Está tudo muito denso. Tem que tomar cuidado com o que fala, curte. O que é pequeno fica grande em um minuto.

Glamurama: Por conta das gravações de ‘Verão 90’, você teve que diminuir a agenda de shows?
JN: A produção da novela tem sido muito parceira. O Jorge Fernando (diretor) entende a importância dos outros trabalhos que surgem para os atores, é consciente disso, e desde o começo tem me ajudado a conciliar as duas coisas, tanto que não precisei recusar nenhuma oportunidade até agora.

Glamurama: O que é mais difícil: cantar ou atuar?
JN: Os dois universos são muito diferentes, cada um tem sua peculiaridade. Cantar em musical é mais tranquilo para mim porque sou dirigida, a personagem tem um timbre específico de voz, faço exatamente o que tenho que fazer. Já no Popstar, era muito difícil, pois era eu, pessoa física. Foi um processo de descoberta no palco, o que vestir, como ficar em cena… Sobre atuar, o teatro dá uma bagagem, já que você aprende com cada espetáculo e, na televisão, você executa tudo o que aprendeu no palco. Chegamos a gravar mais de 30 cenas por dia. É preciso estar muito preparado e concentrado, mesmo no caos que é o estúdio com toda a equipe trabalhando em volta. O desafio é grande nas duas profissões.

Glamurama: Como estão os preparativos para o musical “A Cor Púrpura”?
JN: Neste momento, ainda está rolando o processo de seleção do elenco e no próximo mês devemos começar a trabalhar mais na produção e nos ensaios. O plano é estrearmos no início do segundo semestre. Isso vai me ajudar, já que vamos estar na reta final da novela.

Glamurama: O que acha da história? Qual será seu personagem? Infelizmente é uma temática pertinente até os dia de hoje…
JN: Total. A Celie, minha personagem, para mim é uma das melhores para interpretar. Além disso, ela começa a peça com uma idade e acaba com outra, o que é mais um desafio. O musical não aborda a questão racial, fala muito mais da mulher submissa, que sofreu com o marido, separada da família e que viveu um relacionamento abusivo. Tema muito atual e pertinente.

Glamurama: Como foi o início da sua carreira em musicais?
JN: Comecei aos 13 e sempre esbarrava na questão do perfil. Torci muito para que montagens como essa, que tem a maioria de negros no elenco, viessem para o Brasil, pois não era escolhida para os papéis por conta da minha competência, mas por essa questão. Esse cenário começou a mudar no mundo, por exemplo, ‘Wicked’, um dos musicais mais famosos do mundo, colocou agora a primeira atriz negra no papel principal. Esse mercado está abrindo os olhos. Teatro é licença poética, não deveria existir essas limitações.

Glamurama: Mais para 2019?
JN: Fui convidada para fazer três musicais. Além do “A Cor Púrpura”, tem o “Dreamgirls”, que ainda estou avaliando, pois não conseguirei participar de toda a turnê. Para 2020, tem o da Donna Summer, e preciso arrumar um tempo para assistir em Nova York e começar a preparação. Também vou entrar em estúdio, pois quero fazer shows abertos ao público (por enquanto, Jennnifer só tem se apresentado em eventos corporativos). E ainda vou casar em junho (Jeniffer Nascimento é noiva do também ator Jean Amorim) e estou mudando de casa. Loucura boa!

Glamurama: Tem algum projeto pessoal que queira dar vida? Qual?
JN: Esse ano é um megaprojeto pessoal. Sempre sonhei em casar, ficava vendo filmes com esse momento, sou dessas. Estou dedicada e empenhada em cada detalhe da cerimônia. Ainda moro de aluguel e consegui comprar minha casa, então estou de mudança. Uma das minhas metas é me dedicar mais à saúde, praticar exercícios. É muita correria e a rotina está difícil, mas é importante.

Glamurama: E lua de mel, vai ter?
JN: Meu casamento será em junho, no meio da novela. A gente quer, mas entre querer e poder existe uma lacuna. Se realmente “A Cor Púrpura” estrear nessa época vai ser difícil. O bom é que a gente já passeou muito juntos, tivemos várias luas de mel. Daqui a pouco a gente viaja de novo.