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28.02.2017  /  19:32

O Moraes Moreira do passado e o de hoje em um bate-papo exclusivo

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Moraes Moreira em seu camarim poucas horas antes de sair com seu trio pelo circuito Barra-Ondina, em Salvador, nesta terça-feira || Créditos: Glamurama

Moraes Moreira é peça importante do Carnaval 2017 de Salvador. Além de homenagear em seu trio elétrico os 50 anos da Tropicália, ele, o primeiro cantor a sair em um trio elétrico no Carnaval baiano, comemora também seus 70 anos de vida. Na companhia de seu filho, o também consagrado músico Davi Moraes, Moraes Moreira despede-se do Carnaval que ajudou a formar com desfile marcado para as 20h15 no circuito Barra-Ondina. Horas antes do trio começar, Glamurama entrevistou o eterno integrante dos Novos Baianos.

Glamurama: Como você compara o Carnaval de quando você começou a sair com seu trio em Salvador, há cerca de 40 anos, com o atual?
Moraes Moreira: “A diferença é muito grande porque a tecnologia chegou, e com ela os trios foram crescendo de todas as maneiras em termos tecnológicos até se tornar o instrumento poderoso que é hoje. Antigamente era só instrumental, não tinha voz. A gente foi colocando voz aos poucos, conforme fomos colocando as caixas de grave, porque antigamente eram só os alto-falantes.”

Glamurama: Você acha que as homenagens aos 50 anos da Tropicália que têm sido feitas durante este Carnaval de Salvador estão sendo à altura do movimento?
Moraes Moreira: “
Sim! A Tropicália foi a minha inspiração, a inspiração dos Novos Baianos, e eu acho que é uma homenagem super merecida. A Tropicália é realmente uma historia da música brasileira.”

Glamurama: Passado o reencontro recente dos Novos Baianos, qual será o futuro da banda?
Moraes Moreira: “Agora em março gravamos o primeiro DVD da história dos Novos Baianos, que vai ser baseado no disco ‘Acabou Chorare’,  e aí depois, talvez, a gente grave um disco de inéditas.”
*A gravação do DVD acontece no dia 17 de março no espaço Metropolitan, no Rio.

Glamurama: Há uma turnê internacional em vista?
Moraes Moreira: “Não, nenhuma.”

Glamurama: Voltando aos anos 1970, quando os Novos Baianos foram formados, hoje você viveria em uma comunidade hippie como viveu naquela época?
Moraes Moreira:
 “Não sei se hoje viveria porque naquele tempo tinha tudo pra isso. As pessoas se juntavam muito. O contexto era outro. Mas até hoje, quando a gente se junta, vira essa comunidade de novo, no espírito.”

Glamurama: “Como você pretende comemorar seu aniversário de 70 anos?
Moraes Moreira: “Vou fazer um show no Teatro Castro Alves, em Salvador, no dia do meu aniversário.”

Glamurama: Você vê no Davi um pouco de você quando tinha a idade dele?
Moraes Moreira: “Vejo. Ele é parecido comigo, de jeito… Hoje mesmo a gente estava até comentando que desde os 15 anos ele já subia no trio, já tocava… e até hoje estamos aí nessa parceria de pai e filho maravilhosa herdada por Dodô e Osmar, os inventores do trio-elétrico do carnaval baiano. Dizem que família que toca unida permanece unida.”

Glamurama: Da nova safra de músicos, o que você acha que vale a pena ouvir?
Moraes Moreira: “Gosto muito do BaianaSystem. Acho um som bacana, também baseado na guitarra baiana. Gosto muito do cantor deles (Russo Passapusso)  Tem muita gente nova e boa. A Bahia sempre quer primar pela qualidade, apesar de ter muita quantidade. A Bahia em geral é um celeiro de artistas, desde o tempo de Caymmi, João Gilberto, Novos Baianos etc, e continua revelando novos artistas.”

Abaixo, o cantor no circuito Barra-Ondina, há pouco!

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|| Créditos: Fernando Torres

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