O empresário que conquistou o mercado com a fruta “gosto de terra”: o açaí!

05.02.2017  /  8:17

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Sem Marcelo Cesana, talvez o popular açaí não teria alcançado toda sua glória. || Créditos: Miguel Lebre

Por Nataly Costa para a revista PODER de dezembro

Em 1997, o empresário Marcelo Cesana estava em uma casa de sucos do Rio de Janeiro quando provou pela primeira vez um açaí. Não gostou. “Achei o sabor esquisito.” Corta para 2017: dono da marca Frooty, Cesana é o maior vendedor de açaí do Brasil, além de exportar para 21 países.

Sim, muita coisa aconteceu nesse intervalo de quase 20 anos. Para começar, Cesana quebrou “umas três vezes”, segundo o próprio. Sua primeira investida no mundo dos gelados foi com o frozen yogurt, produto ainda desconhecido nos idos de 1990 e que não deu muito certo como negócio naquela época – as pessoas achavam azedo, as lojas não iam bem. Ele deu um passo atrás e decidiu fabricar o bom e velho sorvete, bem docinho, o mais tradicional possível. Deu certo e ele começou a fazer algum dinheiro. Já envolvido no business sorveteiro e cheio de contatos em supermercados, restaurantes e lanchonetes, notou que surgiam aqui e acolá algumas lojas de açaí no Rio e em São Paulo. Acabou farejando primeiro que todo mundo aquilo que se tornaria febre anos depois: o pequeno fruto roxo vindo do Pará que, do nordeste para baixo, faz as vezes de sobremesa (é doce e acompanha frutas) e de comida saudável para atletas (ultracalórico, virou refeição pré-academia). Além da perspicácia, o pulo do gato do empresário foi ter começado a produzir em larga escala, o que tornou a Frooty onipresente Brasil afora. De cada dez potes de açaí vendidos no Brasil, 6,5 são Frooty.

Agora com a marca consolidada, Cesana quer pintar de novas cores seu negócio – literalmente. Acaba de lançar o Frooty Pitaya, um creme rosa-choque feito a partir da fruta que é super-rara no Brasil – apesar de encontrada em mercadões e casas especializadas, não existe produção regular no país. Tanto que ele importa a matéria-prima da Nicarágua, e tem dado certo: a aceitação é tanta que a projeção é que a bebida pink deve responder por 25% do faturamento da empresa ano que vem. Alguém duvida que, em pouco tempo, as casas de suco especializadas em pitaya vão estar pipocando por aí?