03.07.2020  /  10:31

Novidades sobre a prisão de Ghislaine Maxwell: investigadores agora querem ouvir o príncipe Andrew

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell || Créditos: Reprodução

Presa nessa quinta-feira sob a acusação de ter participado de um esquema de pedofilia orquestrado por Jeffrey Epstein, a socialite britânica Ghislaine Maxwell não terá direito à fiança. Maxwell, que tem 58 anos e há tempos era procurada pelo FBI, é acusada por procuradores dos Estados Unidos de conspirar para atrair garotas menores de idade a viajar para a prática de atos sexuais ilegais, incentivar as viagens delas para a prática desses atos e conspirar para transportá-las com a intenção de envolvê-las em atividade sexual criminosa.

Dezenas de supostas vítimas de Epstein, que teria se suicidado na prisão agosto do ano passado, foram à justiça meses antes para acusá-lo de crimes sexuais em um processo que ainda está em curso apesar de sua morte e que poderá resultar em uma das maiores indenizações coletivas da história, já que a fortuna deixada por ele – e estimada em US$ 634 milhões (R$ 3,4 bilhões) por autoridades dos EUAdeverá ser usada para recompensá-las pelos supostos abusos que todas denunciaram terem sofrido quando eram menores de idade.

Voltando a Maxwell, que estava escondida em uma mansão de US$ 1 milhão (R$ 5,35 milhões) localizada em Bradford, região rica do estado americano de New Hampshire, a princípio seus advogados negam a possibilidade de uma delação premiada, mas tudo indica que esse será o único caminho capaz de livrá-la de uma pena de décadas atrás das grades. Como namorada e possível cúmplice de Epstein, ela sabia de todos os segredos dele, muitos dos quais envolvem gente poderosa de Hollywood a Washington e até de outros territórios não americanos.

A propósito, os investigadores que atuam no caso declararam momentos depois de prendê-la que adorariam saber o que o príncipe Andrew tem a dizer sobre todo esse imbróglio. Isso porque, como já é sabido por todos, o filho favorito da rainha Elizabeth II era frequentador assíduo da ilha que Epstein mantinha nas Ilhas Virgens Britânicas (e apelidada de “Ilha da Pedofilia” pela imprensa americana), justamente o local onde muitos dos supostos crimes atribuídos ao falecido multimilionário teriam sido cometidos. (Por Anderson Antunes)