Zezé di Camargo abre o jogo para a revista PODER
Zezé di Camargo abre o jogo para a revista PODER || Créditos: Mauricio Nahas

Zezé Di Camargo na revista PODER: entre o sucesso e o pavio curto!

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Zezé di Camargo abre o jogo para a revista PODER  ||  Créditos: Mauricio Nahas
Zezé di Camargo abre o jogo para a revista PODER || Créditos: Mauricio Nahas

Por Mariana Gonzalez para a revista PODER de março

Aos 53 anos, Zezé Di Camargo parece estar à vontade com a fama – e bem na própria pele, coisa que a maturidade costuma trazer para algumas pessoas. E estar bem na própria pele não tem a ver só com a segurança de saber seu lugar no mundo, mas também com a forma física. É fato: Zezé está com tudo em cima.

Mas que isso tudo não leve ninguém a pensar que ele é arrogante. Ao contrário – mais gente como a gente, impossível. Tudo depende do approach, é preciso dizer. “Tem gente que acha que artista é Jesus Cristo, que leva um tapa e tem de virar o rosto para levar outro”, diz , reconhecendo, logo em seguida, que um de seus defeitos é sempre falar o que pensa. Ativo nas redes sociais – e conhecido por seus rompantes –, Zezé conta que uma das coisas que mais o irritam é que “quem está lá não é necessariamente meu fã”. Segundo ele, a primeira coisa que faz antes de responder algum post é entrar no Facebook ou no Instagram de quem postou. “Isso muda minha maneira de falar com a pessoa”, diz. Mais cabeça quente em outros tempos, ele agora garante seguir o conselho de um amigo advogado e nunca responde agressões de bate-pronto. “Espero uma hora ou duas. Agora, sou muito mais light e, quando percebo que a intenção é agredir, apago antes de ler ou respondo com uma piada.”

Essa moderação também está presente quando se trata de abrir a carteira. “Eu era mais bobo e achava que chic era vestir grife da cabeça aos pés. Hoje, vejo vídeos em que estava usando ternos enormes, sobrando nas medidas, e acho um absurdo”, conta, lembrando-se de uma vez em que entrou na loja da Versace, em Paris, e foi separando tudo o que ainda não tinha no closet. Agora, ele revela que até compra coisas caras, mas que é mais exigente e só leva o que realmente veste bem – e isso vale para roupas de marca ou não. “Para você ter uma ideia, minhas camisas sociais são todas tamanho P da Zara, que servem muito bem em mim”, conta.

A fixação pelos relógios de luxo também ficou no passado. “Devo ter uns 56 modelos de marcas top”, diz. E, por marcas top, entenda-se Rolex e Cartier, além de um Parmigiani Fleurier e de um Franck Muller feitos sob encomenda. Mas ele garante que faz pelo menos uns dez anos que não compra relógios desse calibre. Os planos para a coleção surpreendem: “O que eu quero mesmo é escolher uns dois ou três, leiloar os outros e doar o que arrecadar para alguma instituição”.

Esse desapego alcançou, também, outra grande paixão: os carros. Se antes ele trocava o modelo a cada seis meses, hoje está com a mesma Mercedes desde 2008. Seu primeiro carro, um Escort comprado de segunda mão antes da fama, o deixou tão entusiasmado que Zezé dormiu no banco de trás três noites seguidas “para curtir o estofado”, lembra. Foi em um carro, aliás, que ele gastou a primeira bolada que ganhou quando “É o Amor” estourou nas rádios, em 1991 – outro Escort, dessa vez um XR3, um dos modelos mais luxuosos – e desejados – da época. Hoje em dia, ele só não abre mão da blindagem. “E não porque sou o Zezé, mas porque o trânsito está muito violento”, explica, completando que os carros dos três filhos (Wanessa, Camilla e Igor) e de Graciele Lacerda, sua namorada, também são blindados.

De dentro para fora

Depois de 24 anos de carreira ao lado do irmão Luciano e de mais de 40 milhões de cópias vendidas, as coisas estão bem diferentes. Zezé só continua o mesmo nos palcos. “Cantar, hoje, me faz sentir a mesma coisa que eu sentia quando cantava aos 15 anos. É uma coisa natural para mim”, conta. Percebemos: durante o ensaio fotográfico para PODER, ele começou tímido. Alguns minutos depois já estava soltando a voz enquanto fazia as fotos – e não só com suas músicas, mas também com “Te Voglio Bene Assai”, sucesso na voz do italiano Andrea Bocelli.   “Não gosto de chegar chegando, me solto aos poucos”, revela. Coisa de quem valoriza a postura e a concentração em qualquer situação, dos palcos aos estádios de futebol. “Está aí a diferença entre o Brasil e a Alemanha. Os brasileiros entraram em campo usando fones de ouvido, batucando, brincando. Os alemães entraram em fila, concentrados”, destaca Zezé, que é são-paulino. Para ele, essa postura é de tal importância que receber pessoas no camarim antes do show é complicado. Ele explica: “Não me desagrada ver os fãs e os jornalistas, de jeito nenhum, mas lá fora esses encontros acontecem depois do show. Ou seja, artista não perde a concentração e ainda tem mais tempo para os fãs”.

Olhar para si e se preocupar com o próprio bem-estar são hábitos que surgiram há pouco tempo na vida de Zezé. Isso porque, aos 14 anos, ele já trabalhava para ajudar os pais a pagar o aluguel e, aos 19, estava casado com Zilú, que esperava a primeira filha dos dois, a cantora Wanessa Camargo. “Eu não tive adolescência, assumi responsabilidades muito cedo. Quando passei dos 40, notei que só tinha vivido para os outros”, conta. Mas se engana quem pensa se tratar de uma queixa. Quando perguntamos o que ele seria se não fosse o Zezé, a resposta foi imediata: “Frustrado”.

Hit Parade

A dupla Zezé Di Camargo e Luciano já contabiliza 24 anos de carreira, 40 milhões de discos vendidos e cerca de 140 shows por ano, o que representa mais de dez shows por mês.  E se, na música, os números impressionam, fora dos palcos Zezé também conta cifras (bem) expressivas. É na Fazenda É o Amor (no município de Araguapaz, a 250 km de Goiânia) que ele cria gado de elite da raça nelore, que pode facilmente ultrapassar o valor de R$ 1 milhão por cabeça. O cantor não revela faturamento, mas a seleção da raça na fazenda conta com mais de 500 cabeças, que produzem cerca de 400 embriões por ano. Apesar de rentável, a atuação dos Camargo na agropecuária não representa mais do que 5% da renda da família. O setor imobiliário também faz parte dos negócios: o clã administra uma incorporadora e uma empresa de logística que, juntas, somam 65% da renda.

 

A TV Glamurama acompanhou de pertinho o ensaio de Zezé Di Camargo, e nos vídeos abaixo você confere o Invasão Glamurama. Play!

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