Vladimir Brichta e Adriana Esteves || Créditos: Juliana Rezende

Vladimir Brichta fala de “ato de resistência” e orgulho da mulher, “uma das maiores do mundo”

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Vladimir Brichta e Adriana Esteves || Créditos: Juliana Rezende

Vladimir Brichta está colhendo os louros por seu trabalho como protagonista de “Bingo: o Rei das Manhãs”, inspirado na história do palhaço Bozo, que mostra o lado B do intérprete por trás do personagem, com drogas, sexo e tudo mais. No Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que aconteceu essa semana no Rio, ele levou a estatueta de melhor ator e o longa foi eleito melhor filme – além de ser o vencedor em outras categorias.

Com a palavra, Vladimir: “Ele tinha um desejo de reconhecimento [era proibido por contrato de revelar sua identidade e sentia uma frustração enorme porque a fama era só do personagem, e não do ator que o interpretava]. Trabalhava atrás de uma máscara. Metaforicamente todos nós vivemos dessa forma. Queremos nos comunicar, mas também ocupar um lugar que é nosso. Tive a chance ser esse palhaço trágico, a possibilidade de mostrar uma interpretação com mais nuances. Foi um presente que tive, e um desafio obviamente. Essa necessidade de ser reconhecido é atemporal”.

Em que medida esse prêmio é importante? “O nosso trabalho é no set filmando, mas celebrar é muito bom, reconhecer nossos pares também. Eventualmente o troféu fortalece a memória da experiência que a gente viveu. Uma premiação até poderia não ter um peso tão grande, mas, no momento em que a gente vive, reafirmar o valor da produção cultural do nosso país é um ato de resistência e afirmação. A gente festeja e reafirma a importância de se manter crítico”, resume. “Seja em período de votação ou nas férias, a gente precisa saber sempre onde esta pisando”, completa o ator, que mandou um “Bingo sim, Bozo sim, Bolsonaro nunca” na hora de receber seu troféu, que dedicou à mulher, Adriana Esteves.

“É uma das maiores atrizes do mundo”. Sobre a dobradinha do casal em “Segundo Sol”… “Contracenar com ela é um prazer enorme, pena que eu desencarnei porque queria continuar essa troca”. Dizem que Remy não morreu… Vai que ele volta para mais embates com Laureta, Vladimir!

Em tempo: Adriana também tem se dedicado ao cinema. Além de estar no aclamado “Benzinho”, ela se prepara para lançar “Marighella”. “Estreia no ano que vem, dirigido por Wagner Moura. Faço a dona Clara, esposa e [depois] viúva dele. Acredito muito nessa grande história brasileira, que precisava ser contada nesse momento. Wagner resolveu contar e mergulhou nessa com uma grande família, uma turma, e estou nessa turma”. Marighella foi um guerrilheiro baiano morto em uma emboscada em São Paulo durante a ditadura. Seu Jorge é quem defende o papel. (por Michelle Licory)

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