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Sônia Braga alfineta novelas e classificação de 18 anos de “Aquarius”

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Sônia Braga na pré-estreia fluminense de “Aquarius”, em Niterói || Crédito: Juliana Rezende

Sônia Braga estava mais em casa do que nunca. Isso porque ela estreou o longa “Aquarius”, na noite dessa quarta-feira, no recém-inaugurado Reserva Cultural Niterói – na cidade em que mora – em revezamento com Nova York. O longa deu o que falar ao protestar em Cannes contra o impeachment de Dilma Rousseff em pleno tapete vermelho, e recentemente se envolveu em mais uma polêmica: ele foi classificado como impróprio para menores de 18 anos – o que muitos viram como uma tentativa de censura.

“É um filme de família, sobre uma família, um filme feito sobre uma visão de futuro do Brasil. Essa plateia de adolescentes menores de 18 anos nos interessa muito. Porque são esses jovens que estão preparando  o futuro do país. Nos anos 60 eu tinha 16 anos e participava das passeatas, vi o país entrando na ditadura, participei das Diretas Já… Acho que o filme pode refletir outros aspectos sobre uma reflexão de quem está no poder”, disse Sonia, que ainda ironizou: “Tem um tubarão no filme, tenho a impressão de que tem pessoas preocupadas em defender os surfistas abaixo dos 18 anos de idade (risos)”.

Ao ser perguntada se pretende voltar às novelas – a última foi “Páginas da Vida”, em 2006 -, ela rebateu: “As novelas pretendem voltar a mim”?

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Aquarius, de Kléber Mendonça Filho, narra a história de Clara, papel de Sonia Braga, uma escritora e jornalista aposentada, moradora do edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira-mar do bairro de Boa Viagem, no Recife. Dona de um apartamento repleto de discos e livros, ela precisa lidar com as investidas de uma construtora que pretende demolir o prédio para dar lugar a um novo empreendimento.  Abaixo, confira quem mais passou pela pré-estreia.

 

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