Setembro Amarelo: No mês de prevenção ao suicídio, entenda quais são os sinais de alerta e como procurar ajuda

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Setembro Amarelo || Créditos: Getty Images

A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo e, de acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), 32 brasileiros se suicidam por dia no país – número que supera as mortes por câncer e Aids. Os dados assustam, mas, apesar de todo o tabu que ainda envolve o tema, eles não podem passar despercebidos. Por isso, desde 2015, o CVV realiza, juntamente à Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), a campanha ‘Setembro Amarelo’ no Brasil, com o intuito de alertar e conscientizar toda a população sobre a prevenção ao suicídio.

Com o propósito de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro), a campanha pinta, ilumina e estampa o amarelo nos mais diversos locais, garantindo maior visibilidade à causa. Ao longo dos últimos sete anos, escolas, universidades, entidades do setor público e privado e a população se engajaram no movimento a fim de combater este problema. E até mesmo o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Estádio Beira Rio, no Rio Grande do Sul, o Elevador Lacerda, na Bahia, o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty, no Distrito Federal, mergulharam na campanha.

Cristo Redentor de amarelo em homenagem ao Setembro Amarelo || Créditos: Reprodução/Internet

SINAIS DE ALERTA
De acordo com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), é possível evitar o suicídio. Dados oficiais apontam que cerca de 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar, a depressão, seguida pelo transtorno bipolar e abuso de substâncias. Para o Ministério da Saúde do Brasil, para a prevenção, é fundamental estar atento a possíveis sinais de alerta. Entre eles, o aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas; preocupação com a própria morte ou falta de esperança; expressão de ideias ou de intenções suicidas.

Caso a pessoa não atenda a telefonemas, passe a interagir menos nas redes sociais ou deixe de frequentar círculos de amigos e reuniões familiares, é importante ficar atento. Conversar com pessoas de confiança e procurar ajuda dos serviços de suporte são iniciativas fundamentais de prevenção. “Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido e doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados determinantes para o suicídio” especifica o ministério.

Em caso de perigo, não se deve deixar a pessoa sozinha, nem permitir que tenha acesso a meios para provocar a própria morte, como pesticidas, armas de fogo ou medicamentos. Além disso, é importante estar em contato permanente para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

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