Rio vai ganhar Museu da Moda Brasileira com roupas do Império

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Museu vai ocupar a Casa da Marquesa, em São Cristóvão || Crédito: Divulgação

O Rio vai ganhar seu primeiro museu dedicado ao universo dos costumes e da moda no Brasil. O Museu da Moda Brasileira, que será montado na Casa da Marquesa, em São Cristóvão, vai dispor desde roupas, acessórios e objetos da época em que o Rio de Janeiro era capital do Império, com peças de D. Pedro I e da própria Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, até peças emblemáticas das décadas de 50 e 70. A previsão de abertura é em 2018.

Entre os destaques, um leque de plumas de avestruz que pertenceu à Marquesa de Santos, um medalhão pingente que pertenceu a D. Pedro I e um vestido de noiva de organza feito pela estilista uruguaia Mary Angélica, que atendeu grandes nomes da sociedade nos anos 70. Máquinas antigas de costura antigas como a Singer, pioneira no mercado de máquinas domésticas no século 20, também serão expostas. “A Casa da Marquesa de Santos, assim como sua famosa dona, nunca deixou de estar ligada à vanguarda política e cultural, como agora, quando se prepara uma nova página de sua trajetória, rumo a se transformar na sede do primeiro Museu da Moda Brasileira”, explica o historiador Paulo Rizzotti, que há anos vem se dedicando a contar a história da Marquesa de Santos.

Eva Doris Rosental, secretária de Estado de Cultura, explica a importância de se manter um acervo da nossa moda: “Moda significa memória, identidade, e isso é tudo o que todo mundo busca. O estado tem estilistas maravilhosos e uma indústria têxtil expressiva, então é um compromisso do governo que até o final dessa gestão o Museu da Moda Brasileira esteja prontíssimo.” Abaixo, algumas das peças que estarão expostas no museu.

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Enquanto o Museu da Moda está em reforma e ainda não é inaugurado, um aplicativo recém-lançado disponibiliza fotos e imagens de vestuários, acessórios e objetos que estarão expostas no local. Pelo aplicativo para smartphones e tablets o usuário acessa as imagens do acervo: vestuários, acessórios, objetos de fazer moda, a coleção da Casa. Há também falas dos personagens-chave, como D. Pedro I, Visconde de Sapucaí, a própria Marquesa.

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A Casa da Marquesa de Santos foi um presente do Imperador D. Pedro I para Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, em 1827. Vale lembrar que eles eram amantes. A casa foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938. Em 2012, o local foi fechado para a primeira fase de obras de restauração e modernização das instalações.

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