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Renata Sorrah || Créditos: Divulgação/TV Globo

Renata Sorrah está em cartaz em São Paulo com a peça “Preto”, que estreou nessa quinta-feira no Sesc Campo Limpo. É o terceiro espetáculo da Cia Brasileira de Teatro em que atua. Mas além da parceia, o que a levou de fato a aceitar o papel é a urgência do assunto tratado. “É preciso falar sobre o outro, sobre a dor do outro e se colocar no lugar do outro. Se é que a gente consegue fazer isso. Nunca consegui fazer uma peça que não tratasse um tema com urgência”, diz ela em entrevista exclusiva ao Glamurama.

Para a atriz, o grande trunfo de “Preto”, dirigida por Marcio abreu, é seu “mergulho em questões fundamentais da vida: preconceito e diferenças. É preciso abrir um diálogo, a gente está precisando falar, conversar, e a peça proporciona isso: falar sobre as diferenças”.

A peça não entrou em cartaz no Sesc Campo Limpo por acaso. “É tão importante a gente estar aqui, perto da periferia”, contou Renata. “Acabamos de ter uma reunião com jovens daqui. A maioria nunca tinha ido ao teatro. Conseguimos plantar uma sementinha em cada um. Não queria estar em outro lugar.”

O que mais Renata ouviu na noite de estreia, além de um “aplauso quente”, foram elogios à não obviedade do espetáculo. “Não é o levantar de uma bandeira. Hoje em dia se você fala sobre o ser humano, sobre as diferenças, você já está sendo tão político. A gente tem que inventar uma maneira nova de viver. Como está está difícil. Vamos tentando sobreviver com a arte”, continua a atriz.

Outro ponto especial da peça foi seu processo de estudo. Além de conversas com a poeta Leda Maria Martins, o grupo rodou diversas cidades do Brasil e algumas da Alemanha antes de sua estreia. Tudo graças ao patrocínio da Petrobras e do Governo Federal. Em cada lugar, fizeram ensaios, alguns abertos ao público, e promoveram mesas redondas. “Me considero outra pessoa desde que o projeto começou, há um ano e meio.”

Renata está em seu ano livre, liberado pela Globo, para se dedicar a projetos paralelos. Infelizmente, sua volta à TV como a emblemática Nazare Tedesco, de “Senhora do destino”, a única vilã de sua vida, na próxima novela de Agnaldo Silva, foi cancelada. “Não vai ter mais. Caiu. Agnaldo vai escrever outra novela.” Sobre o andamento em que o papel estava, completou: “Tava uma coisa no ar. Não tinha aceitado.” (Por Julia Moura)

“PRETO”

Em cartaz em São Paulo até 17 de dezembro.
De quinta a sábado, 20h e domingos, 18h.
Não haverá apresentações nos feriados dos dias 15 e 20 de novembro.

SESC CAMPO LIMPO – R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 – Santo Amaro – São Paulo – SP
Tel. (11) 5510-2700
Capacidade: 120 lugares/ Recomendação: 14 anos/ Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 9 (Credencial plena), R$ 15 (aposentado, pessoas com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 30.”

 

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